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Livro de recados de Pacco

Pacco
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BEIJOS EM TEUS BEIJOS

Beijos em teus beijos mor de mel...
Te amar é flutuar entre as estrelas, no céu...
Num céu infinito e minh’alma ao léu,
Pairado ao véu nas nuvens suaves do céu.

Te amar é sonhar, é viver nessa aldeia de canto encanto...
Encanto nos raios de sol, na luz dos olhos teus, na luz do luar.
Vejo-me em teus braços, acalentado pelo teu gentil abraço; canto
Voando pelo espaço, descalço, entrelaçado em teus laços; no ar...

Rumo ao que já fora destino, sem rota, sem volta, sem fim...
Vagamos ao vento, sem tempo, sem leme nem direção; gata,
Para onde me levarás?... Onde não há início, enfim?...

O sol desponta lá ao longe, ardente no horizonte fundeado está.
A lua, doirada com’uma deusa, rege a beleza desse encanto em mim...
Não quero acordar desse sonho acordado, regado de tanto amar.

Paulo Costa (Pacco)
19:14 - 25/10/2009
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PARA O RIO OU PARA O MAR

Para o rio ou para o mar, sinto saudade de te amar.
Saudade de voar no teu olhar que agita o mar a bailar.
Quando sentires falta do meu olhar, para te contemplar...
Sentindo-me, sinta o sentido dos sentidos do verbo amar.

Não hesite por capricho ou indiferente diferença...
Apenas sinta que aqui estou na infinita esperança...
De fugir por aí a te seguir, para onde me levares a florir...
Se quiseres vir: dôo-me a ti a te sentir quando fores vir.

No meu jardim, existem tantas flores, tanta beleza,
Tanto perfume que a natureza exala com delicadeza...
Para quê olharmos as ervas daninhas da amoladeira?...

Se em teus braços me entrego aos teus abraços, na dança...
“... Olhai os lírios do campo” — da janela verdadeira...
Os lírios que alumiam a nossa bem-aventurança.

Paulo Costa (Pacco)
19:13 - 25/10/2009
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BELA COM’UMA FLOR

Bela com’uma flor... Que leva-me a flutuar...
Flor da minha janela que rege tod’o poetar.
Linda..... Serena e formosa ave a voar...
Voa no meu olhar e a levarei ao luar.

Voando com você por entre as flores mais lindas,
As violetas mais belas, as rosas mais perfumadas,
O som mais encantador que já ouvira da lira soar...
Me embriago de tanto amar, sonhar e voar ao mar.

Palpitava para meu deleite — uma sonora sinfonia...
Floria e soava um canto de magia, em minha euforia...
Ornamentava uma solene e reverberante melodia.

Que alegria arrebatava meu peito pelo que sentia...
Relampejava e trovoava nessa imensa travessia...
E, em teu olhar — voava sobre as ondas da maresia...

Paulo Costa (Pacco)
19:12 - 25/10/2009
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LINDA COMO O SOL

Linda como o Sol... E cheirosa como jasmim.
Sol de Primavera que ilumina minha janela,
Desce a cortina de véu, tu és a flor mais bela!
Linda e suave com’uma flor do meu jardim...

Te amei como sonhei te amar e ter-te, enfim...
Assim vaguei pelas ondas da fantasia em mim,
Beijando os teus beijos, assim beijei e sonhei...
Sonhei um lindo sonho que sonhara sonhar; amei!...

Se fosse viver na fantasia, viveria noite e dia; mor êxito,
Nessa emoção pela razão que devagar vagueia...
Vagava encantado em desfraldado encanto — creias!...

Sinto um contentamento por viver nesse azul infinito;
Sentir-te, arrebatava meu coração pela linda canção
Que soava ao luar... E voava no teu olhar de emoção.

Paulo Costa (Pacco)
19:11 - 25/10/2009
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MORENA

É lindo pensar em ti,
Teus lábios, morena...
Que fazem meu apego...
Vem p’ra mim...

Teus lábios, morena...
Que fazem meu apego...

Deixa p’ra lá...
Eu não quis ver você chorar.

O passado não é bom lembrar...
O que eu disse não foi p’ra magoar.

(Paulo Costa e Kleber Matos)
19:09 - 25/10/2009
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ABELHA BELA

Abelha bela, doce de mel...
Do mel a tragar o favo afagar.
Abelha, doçura do mel a bailar
No alvéolo doce do teu olhar.

Flora, aflora flor
Na canção do meu ardor...
Néctar deste trovador,
Bálsamo da minha dor.

Abelha rainha bela,
Suaves lábios de mel,
Irradia o sol dourado
Em teu sereno orvalho.

Belinha, abelha bela...
Bela e sincera flor,
Donzela do meu amor...
Beija, beija-flor.

Abelha, belinha bela...
Bela flor da Primavera;
Quando a espio na janela...
Vejo a flor mais bela.

Paulo Costa (Pacco)
19:08 - 25/10/2009
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JAZZ BABY

Jazz, um ano inteiro de saudade...,
Hoje a felicidade
Nasceu com’o sol de um lindo amanhecer.

Jazz, intensamente apaixonado...,
Ser eterno enamorado,
Viver com’o som que só me dá prazer.

Nascer, viver, crescer, amar,
Cantar, sonhar, nos faz sorrir e ser feliz, baby...
Recordando você a brincar, Bis
Tocar, beijar, voar na luz do meu olhar.

Rever o sol no amanhecer...,
Quisera ser seu sonho.
Blues, jazz e mar..... Baby a balançar...,
Quem me dera ter seu sonho!

P’ra ver você... p’ra ver você...,
P’ra ver você amar, cantar, sonhar,
Brincar, beijar, voar...

P’ra ver você... p’ra ver você...,
P’ra ver você amar, cantar, sonhar,
Beijar, voar..... Voar.....

Paulo Costa (Pacco)
19:07 - 25/10/2009
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AROMA D’AMADA

Dorme a minh’amada —
No silêncio da madrugada...
Serena com’uma rosa,
A perfumar a minh’alma.

Exuberante com’a bromélia,
Violeta, cravo e camélia...
Deslumbrante e delicada,
Aroma da minha Mada.

Roseira, dama-da-noite
Que embeleza a natureza...
Rainha desta nobreza
Que exala tanta beleza.

No encanto do seu ardor,
Vaidosa e brandura flor...
Cheirosa como jasmim,
Amada flor do meu jardim.

Paulo Costa (Pacco)
19:05 - 25/10/2009
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MARIPOSA

Pousou a mariposa
Na pousada dama-da-noite;
Voou, bailou e beijou a flor
Da minh’amada flor.

Pousa, mariposa, pousa na flor,
Na canção do meu amor...

Suave como donzela,
Singela e sincera flor...
Cantando na minha cela —
A melodia da Mada Bela.

Pousa, mariposa, pousa na flor,
Na canção do meu amor...

Embriagada e sugando a flor...
Desconcertava este trovador;
Desabrochou, encantou e exalou
Um imenso e perfumado odor.

Pousa, mariposa, pousa na flor,
Na canção do meu amor...

Dançou na calada da noite,
Perfumada mariposa à flor,
Cultivando a roseira cor...
Acalentando a minha dor.

Pousa, mariposa, pousa na flor,
Na canção do meu amor...

Paulo Costa (Pacco)
19:04 - 25/10/2009
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VAQUEIRO

Êh, vaqueiro do meu sertão...
Em dias tropicais... Chove,
Não chora, se chove, não molha,
Se molha, não da p’ra perceber.

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Meu sertão é de vaquejada...
E de dor no coração; ai, meu sertão.
Meu sertão de madrugada...
Os sonhos de um novo chão.

Ai, meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Os tropeiros na cavalgada,
Tocand’o gado pelo sertão...
Embrenhando-se dentro da mata
E derramando suor no chão.

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Toca o berrante, êh, vaqueiro!...
Conduzindo o vacum, a boiada,
Com seu semblante guerreiro,
No trote árduo dessa jornada.

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Caminhando pelo cerrado,
Arrastando botas pelo chão;
Segurando em seu cajado...
Vai rimando esta canção.

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Aboio a boiada, êh, boi, êhhhh, boi...
Apeia desse galope, êhhhh, vaqueiro!
Arrei’o carro de bois, êhhhhhh, boi...
Êhhhhh, boi, êhhhhh, boi, boiadeiro.

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Violeiro trov’a viola
Nas noites claras de luar...
Cantando repente e moda
No choro triste o seu cantar.

Não chores não,
No meu sertão
Não chove não;
No meu sertão...

E, quando é chegada a hora...
Vaqueiro bravo do sertão!...
Nos dias que o sol assola,
Manobra o gado neste refrão...

No meu sertão
Não chove não,
No meu sertão
Não chove não...

Paulo Costa (Pacco)
19:02 - 25/10/2009

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