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Livro de recados de Pacco

Pacco
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ALMO

A canção, símbolo da emoção...
A paixão, vindo do coração...
Medo de crer no sofrer,
Por sentir, a paixão em Ti.

Sonhos em Teu ardor...
No prazer, sentir o Teu calor,
Dentro do meu coração...
Haverá uma canção.

Vejo o Sol se pôr no mar...
Vejo a Luz do Teu olhar...
A brilhar... A cantar... Ao luar...

Teu olhar ao luar, a brilhar, Senhor...
Te adorar, Senhor; Te abraçar, Senhor...
Te louvar, Senhor; a cantar, lá, iá, (...) Senhor!

Paulo Costa (Pacco)
19:31 - 25/10/2009
Pacco
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CAPOEIRA

Capoeira jogada, caindo de perna p’ro ar...
Capoeira dançada, saindo em primeiro lugar.
Capoeira gingada, sambada p’ra lá, cai p’ra cá...
Capoeira tombada, jogada na beira do mar.

Batuqueiro toca berimbau, tamborim e agogô...
Na senzala, batuque, terreiro de prec’e de dor.
Na Bahia, magia d’encantos de Nosso Senhor...
Na Bahia de todos os Santos de São Salvador.

No feitiço da negra que encanta o Babalorixá...
No perfume da rosa que exala por todo lugar.
Menininha, maré, cantoá da roseir’a bailar...
Iemanjá sereia, d’orixá, d’oxalá, Saravá.

Jangadeiro, acorda, vê a jangada no mar...
Jangadeiro, inspira, levanta e vem trabalhar.
No sentido da vela que leva a alegria pro mar...
Na esperança sofrida que canta o lá, laiá, laiá.

Paulo Costa (Pacco)
19:29 - 25/10/2009
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SONHO

A Tua Canção...
Vem do meu humilde coração;
Além d’uma oração...
Libertando minh’alma da ilusão;
Jesus, na Tua cruz, és minha Luz...
Minha Luz...

Senhor, Deus de Amor...
Meu Salvador...
Tu és meu Pastor!
Viverás eternamente entre nós...
No Amor...
Reinarás sempre!...

(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)
19:27 - 25/10/2009
Pacco
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ÀS VEZES...

Às vezes...
Confudimos o gostar com o amar.
Às vezes,
Gostamos e não somos gostados...
Às vezes,
Amamos e não somos amados...
Às vezes,
Sentimos saudade...
Saudade daqueles que,
Às vezes,
Nem lembram de nós!...
Às vezes,
Sentimos saudade, mas...
Também não dizemos nenhum olá,
Nenhum bom dia!...
Nem mesmo perguntamos
Como estão indo...
Indo bem na vida...
Às vezes,
Nem mesmo nos preocupamos
Com o nosso real viver...

Como podemos nos preocupar
Com o nosso semelhante?

Amar é isso?...
Por amar não vê!
Amar é gostar?
Amar o quê?
Quem?... Onde?...
Amar a sofreguidão?
O contentamento?...
A retidão em nossa ilusão?
Quem sabe?...
Nunca se sabe...
E talvez nunca saberemos!

Sem poema e sem razão...
Viveríamos na solidão!...
Solidão...
Onde mora a escuridão!

Todos somos loucos!...
— “Não sou!...
— Loucos são os “Cegos”...
Os insensatos e os pobres de espírito...
Desvairados no tempo e no vazio!...”.

Paulo Costa (Pacco)
19:26 - 25/10/2009
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MÚSICA

Música é simplesmente uma questão de ordem e disciplina.
Ser um antagônico por sua própria inconsciência, e
Querer fazer música a todo custo e a “qualquer nota”, isso
Não levará a lugar algum; e sim, por sua originalidade.
Sem dúvida... Isso seria mais verdadeiro.

Música, acima de tudo é inspiração,
Sentimento, Arte e Poesia.
A cada dia me conscientizo de que é a própria
Música que escolhe quem vai escrevê-la.

A inspiração é como se tentássemos encontrar
Deus em sua infinita sabedoria...
Usá-la em forma musical como riqueza de nossa alma,
Pressupõe a perfeição que nos guia para além de nós mesmos.

Tentar buscar tal perfeição dessa necessidade especulativa
E imperiosa, que é a serva da vontade criativa...
Predominante unicamente em melodia e harmonia...
Descobrimos a riqueza que nela existe.
Entramos em sintonia mais profunda com o absoluto.

A Música não poderia ser somente modal ou tonal,
Nem tampouco só diatônica.
Dependemos das divergências para que
Possamos pôr em ordem a harmonia.

Se fôssemos notas musicais, ou a música propriamente dita...
Analisaríamos a melodia, em grego “mélôdia”,
“O que implica a entonação do ‘melos’,
O que significa um fragmento, parte de uma frase.”.
Se fôssemos notas musicais, viveríamos mais em harmonia.

Música não nasce simplesmente por acaso...
De alguma forma já está escrita no Universo.
Às vezes, nós a captamos e nem precisamos acrescentar nada!
Já vem pronta, em toda sua magnificência!

Paulo Costa (Pacco)
19:25 - 25/10/2009
Pacco
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REFLEXÃO DOS EUS

Estou passando por uma transição em minha vida...
Mas, nada que não seja passageira, tal qual a brida.
Talvez essa renovação seja
Para o meu crescimento — mesmo lento...
Pois, se algo tem que mudar, neste momento,
Que mude agora sobre a bandeja.

Será que já não estou nesse turbilhão de idéias?...
Planos que, “a própria razão desconhece”, aliás,
Razão que desconhece o meu próprio jeito de ser;
Meu próprio jeito de chorar, de cantar, de sofrer...

De sorrir, de amar..... Ah! Amar...

Como amo amar e sentir o que sucinto...
Quem sou e quem serei amanhã nesse recinto
Quando a noite chegar? E quem fui outrora?...
Para nunca mais errar por toda vida a fora.

Se ao menos soubesse quem fui...
Talvez soubesse como corrigir
Todos os erros de ontem que aqui
Combati, na ilusão de poder fulgir...

— Os enganos e os erros que cometeste outrora...
Levá-lo-iam para esclarecimentos, mas, que agora
Reviverias tristes lembranças!...
Lembranças que, talvez, tivesses ao longo
De todos esses anos que viveste no tombo;
Não terias nenhuma esperança.

Estou em constante transformação...
O universo rege toda a natureza,
Com todo amor e dor na carnação;
E não lamento sentir essa dureza!...

— A dor é simplesmente uma porta entreaberta...
Para saberes que existem outros mundos em alerta,
Outros caminhos a percorrer...
E se quiseres atravessá-la... Verás que tudo isso
Não é nada mais e nada além que um só paraíso...
E que é aqui mesmo onde estás a correr!

Mas..., onde estou?...

— Estás solto pelo ar...
Num ar a bailar sem cessar!

— Tens medo do teu próprio ser?...
De tornar-te um ser abstrato...
Confuso em tua inspiração de poder
Imaginar o inimaginável substrato?

Sim, crio ao meu redor uma redoma de incerteza e de dor...
Uma dor cruel que invade o coração — por sentir o pudor
Que vivencio na dor dess’agonia — que eu mesmo nem sei!...
Nem sei por quê!

Paulo Costa (Pacco)
19:23 - 25/10/2009
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FAZENDO AMOR CO’AS LETRAS

Fazendo amor co’as letras que me levam a sonhar...
E que me levem aos delírios triunfantes a brilhar...
Sonhar e inebriar no meu leito.
Sentir o desejo nas carícias embevecidas do amor...
Que me trazem as lembranças dessa imaginada cor...,
Cor do amor que resplandece o peito.

E no vai e vem das palavras nuas em minha mente...
A paixão estonteante que o suor irriga a semente,
Que brotará em tod’as relações...
Setuplicarão em adornadas poesias — heptassílabos no ar...
Nas melodias subentendidas, e nas ondas — o meu cantar...,
As letras em forma de corações.

Paulo Costa (Pacco)
19:22 - 25/10/2009
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O ELEFANTE

O gigante elegante passou vagarosamente...
Com passos, num descompassado compasso,
Passou o elefante galante e maravilhosamente,
Independente, o gigante passou passo a passo.

Selvagem da natureza que mostra tanta grandeza,
Que canta e encanta, elefante da selva africana.
Nesse parque da liberdade que invade tanta beleza...
E ainda suporta as matas mais secas da savana.

Grande mamífero, vigoroso e de orelhas longas,
Conduzindo sua manada pelo vale das sombras,
Manifesta infindáveis lembranças por onde passa...

Nas folhagens que encontra no meio da floresta,
Que são seu alimento mui saboroso, frutas na dieta...
Com sua tromba enorme, vai colhendo uva-passa.

Paulo Costa (Pacco)
19:20 - 25/10/2009
Pacco
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VIA LÁCTEA

No ar estou a flutuar...
Girando entre as ondas galácticas
Que sustentam o ar.
Arredondado e rodando rodado rodo,
Rodo solto pelo espaço e vou girando,
Vou girando, vou girando sem parar.

Voo na redonda rodada que girando gira...
Girando ao redor do Sol e da Lua, no meio
Das nuvens e das estrelas no céu.

Ora acima, or’abaixo, or’alado e adornado,
Regido pelo vento e transladando pura formosura.

Estrela cadente que voando voa...
Voa para iluminar as almas ausentes...
Ausentes que resplandecem na aurora
Ardente... Ardente e quente.

O arco-íris colore as cores vivas...
Vivas, tingem as almas vivas e frias.

O Sol acariciando a Lua, quando surge o eclipse;
Envolvem-se em estonteante noite de núpcia...
Os planetas vêm de encontro e desencontros,
Determinando o destino que nos guia.

Paulo Costa (Pacco)
19:19 - 25/10/2009
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VIRGULAMENTO

Virgular a vírgula.
Virgulei a vírgula na pausa “disser tática”
Em uma oração na reflexão!... Ão, ão, ão...
Num dissertar de uma emoção na inspiração.
Virgular a vírgula na dissertação da comunhão...

É exaltação!

Virgular a vulnerabilidade involuntária por não vincular...
Virgula o vulnerável incomplacente singular!
Virgular a impetuosidade e a incompetência, or'acolá...
Rege a penitência por todo lugar!

Virgulamentar a virulência na “virgulência”...
Neoplasma (...) a irrelevância diligente (...)
Virgulamentar com concupiscência...
É alimentar-se de formalidade extravagante.

Virgular a virgulação na emoção... Ão, ão, ão...
Dissimula a exatidão da inspiração!... Ão, ão, ão...
Vislumbrar-se na vírgula da separação... Ão, ão, ão...
É um revirão num descontentamento dum violão.
Virgulamento que separa a reflexão d’uma ilusão...

É excitação!

Ele virgulou a “virgulência” da insatisfação...
E, na in-ci-ta-ção...
Tu virgulaste na sublimação;
E eu....., na canção!

Paulo Costa (Pacco)
19:17 - 25/10/2009

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