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- Pacco

PARTE DE MIM...
Se tu não fizesses parte de mim...
Logo ‘staria bem longe de ti;
Mas, tu tens sido importante, enfim,
A vida inteira... E não lhe resisti!
Parte de mim — é tua presença,
Nas palavras que me levam ao mar.
Parte de mim — é tua lembrança,
Nos abraços e na sede de amar!
Ver-te, lá..., doutro lado do mundo...
Parte de mim — uma mor saudade!...
A dor que sai de mim, num segundo...
Quando em ti — vejo a felicidade!
Quero vê-la como a nuvem calma...
Parte de mim — ecoa uma canção,
Na esperança de alegrar tu’alma...
E ‘spantar as mágoas do coração.
Paulo Costa (Pacco)
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20:11 - 25/10/2009
- Pacco

CARO TOM
Revivo o Tom nesta canção...
Que bom... Tom!
Vens alegrar meu coração —
No som... Tom!
As melodias que te dei,
Comprazer...
Foram as que sonhei!...
Vindas do meu coração,
Sei que não foram uma ilusão!...
Quero que sintas o calor...
Lembrando um eterno amor...
P’ra quando eu for cantar...
“Luiza, eu vou te amar!”
(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/pacco
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20:10 - 25/10/2009
- Pacco

SINFONIA EM FÁ!?
Hoje queria escrever uma Sinfonia...
Mas, em qual tom eu faria essa eufonia?...
Em Fá sustenido maior, ou em Fá natural?
Não sei!... Só sei que ela está soando tonal!
Cadências surpreendentes soam do Coral...
Um solo de Contralto encanta o Madrigal...
Um Tutti, de repente, enobrece um salutar
De mor sentimento na beleza ao desfrutar...
Os Violinos no contraponto co’as Flautas,
Transcendendo entre as melodias ocultas...
As Violas, harmonizando co’mor desvelo,
Juntamente com os Baixos e Violoncellos.
Dos Clarins, soam virtuosas frases co’o Flautim,
Tão docemente... Que me sinto levitar; enfim,
As Tubas e Bombardinos entrelaçam o tom,
Marcando com tod’o ardor o encorpado som.
Toda a Orquestra está em resplandecente
Sintonia, co’os harpejos e ritmo envolvente...
Do Triângulo ao Piano fazendo Arte...
Sobressaem os Eufônios na contraparte.
Paulo Costa (Pacco)
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20:06 - 25/10/2009
- Pacco

CHOREI!...
Chorei! Ah! como chorei!...
Não era de dor... Enfim...,
De contentamento, sim!
Meu coração, que nem sei
Como suporta a dor...
Sentindo esse calor!...
Só sei que é intenso —
Viver nesse consenso!
Paulo Costa (Pacco)
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20:05 - 25/10/2009
- Pacco

SÉCULO XXI
Vivemos numa divina decadência musical...
Que alucina e manifesta um sombreado vocal,
No caos profundo.
O tum-tum dos baticuns prosperados de mau gosto,
E os insanos na balada da resignação do indisposto,
Ao iracundo.
No balanço do balancê, que degenera uma desprovida
Sociedade... Enfeitiçada pela regência entorpecida —
Mal d’abjeção.
Decompõe a decrepitude errônea da pretensiosidade,
Na dor da ilusória esperança por encarar a verdade,
Por abdução.
Senhor Deus dos insanos, preparai a virtude sobre o mal
Do sorrateiro, iludido no clã da irmandade desse animal
Involuído!
Será que vale a pena sofrer a desventura irradiada no verso
Da aberração, simulada de tamanha imbecilidade no reverso,
E sem sentido?
Século XXI, acordai para os movimentos do real viver...
Na beleza e na satisfação da glória, e, no infinito prazer
Da exaltação!...
Cantai as lindas melodias, na esperança e na satisfação
De liberdade, e no bel-prazer, que eleva o nosso coração —
P’ra sublimação!
Paulo Costa (Pacco)
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20:04 - 25/10/2009
- Pacco

NO MEIO DA MADRUGADA
No meio daquela madrugada,
Senti minh’alma saindo de mim;
Levitando no meio da sala...
Mas, Mada ’stava no quarto, enfim,
Chamava-a num desejo calmo,
Para que pudesse me ver assim;
Entre as flores, cantando salmo,
Flutuando igual um querubim.
Clamava para a minha Mada,
Num soluçar de tanta alegria...
Mas, não me ouvia lá na sala...
E eu flutuava com euforia.
Como um pássaro no ar, voava
Levemente, como nuvens no ar...
Tudo aquilo me encantava,
E não parava de me encantar.
Percebi que estava sonhando...
Estava livre, cá, lev’e solto;
Via-me no vácuo — cantando...
Olhand’o meu corpo lá do alto.
Na medida em qu’eu já levitava...
Tentei manter o meu corpo ereto;
Com maior cuidado eu controlava,
Para qu’eu não esbarrasse no teto.
Inclinei-me bem obliquamente
Para não bater minha cabeça...
Desviei-me consequentemente
Da colisão — com medo à beça!
Quando meus pés viraram pro teto...
Uma imagem incandescente
Brilhou, e eu fiquei bem quieto —
Era uma luz resplandecente!...
Surgiu bem diante dos meus olhos...
Senti-me como se estivesse
Vendo o Sol à flor dos meus olhos...
Aquecendo minh’alma e a face.
Nesse exato momento, olhei-me
Com os pés virados para o ar...
A luz a me tocar — Multiforme...
Esbarrei em meu corpo a bailar;
Murmurei em minha calada voz,
P’ra voltar — lá onde queria estar...
Um gemido no terror do algoz...
Manifestou-se a dor, cá a chorar;
Derramei as lágrimas no ramo
Da relva, chorei um canto de dor...
Que da dor, exalou o bálsamo
Da flor — num embevecido odor.
Clamei com todas as minhas forças...
Chamando por Jesus, p’ra me levar
De volta — àquela luz — de graças...
Minh’alma implorava p’ra voltar!
Paulo Costa (Pacco)
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20:03 - 25/10/2009
- Pacco

O POETA
O Poeta é um apaixonado, por natureza...
Envolve-se nos versos com tanta beleza,
Com tanto sentimento, com tanto ardor...!
Que, às vezes, até sentimos essa mesma dor...
A dor da serenidade que vem co’o vento,
No tempo, num tempo calmo, suave, alento.
Dividir essa emoção, é embevecer o coração.
“A dor que deveras sente” na infinita mutação.
Paulo Costa (Pacco)
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20:02 - 25/10/2009
- Pacco

QUANDO EU MORRER!...
Depois de sentir todas as desventuras...
Enterrem-me somente com partituras —
Só quando eu morrer!...
Se puderem colocar o meu violão...
Farei várias melodias com devoção —
No entardecer.
Farei uma canção, dentro do sepulcro,
Para que todos cantem sem simulacro...
Na clave de Dó.
Quando vós ouvirdes o meu samba canção...
Lembrareis que minh’alma era o meu violão,
No meu cafundó.
Se fordes chorar... Enxugueis as lágrimas
Sentidas — na resignação das almas —
P’ra se lamentar!
Não quero espiar — nenhum toco de vela...
Nem mesmo quero descer co’a manivela —
Réquiem vou cantar!
Lá, vou encontrar — somente os virtuosos...
Para escrever os sons — mais melodiosos —
Mais deslumbrantes...
Tenho tanta adoração..... E serei feliz
Ao lado do grande Mestre — o meu Juiz —
Dos mais brilhantes.
Com muita dignidade — à minha canção...
Reviverei a mais singela inspiração —
Ao compor à flor!...
Minhas notas soarão na liberdade...
Ness’encantamento co’afabilidade...
E..., ao beija-flor!
Paulo Costa (Pacco)
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20:01 - 25/10/2009
- Pacco

O JULGAMENTO
Chegando a hora do julgamento...
Não restará um só contentamento;
A não ser — o amor d’uma criança.
Os poderosos e descompassados,
Clamarão aos céus, mesmo calados —
Por misericórdia e esperança!...
Pela recompensa dos atos seus...
Somente os anjos subirão aos Céus.
Paulo Costa (Pacco)
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19:59 - 25/10/2009
- Pacco

MADALENA
Madalena, um toque de mulher.
Suave com’uma donzela, na maré
Da minha inspiração.
Rainha dos sete mares a navegar
Por entre as ondas, e o sol a brilhar —
No leito desta canção.
Tu, Mada Mia, graciosa felicidade,
Que o vento sopra com afetividade —
O teu olhar fraterno.
Soa em minh’alma, u’a mor cantiga,
E n’amplidão do céu... Paixão antiga
No desejo eterno.
Paulo Costa (Pacco)
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19:58 - 25/10/2009
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