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- Pacco

Michael... “Quebrou tudo”!
As aves de rapina já estão na espreita!...
Tal qual vermes nos sudários nebulosos;
Vão dividir o banquete na suspeita...,
Na desfeita, na languidez dos famosos!...
(Pacco)
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20:39 - 25/10/2009
- Pacco

FALSOS! ANTI-HISTÓRICOS!...
Minha música não é para este século!...
Sou estrangeiro atravessando obstáculo —
Por causa dos meus cantos!
Os acadêmicos não sentem os pormenores,
Como Salieri, a ficar nos arredores...
A enviar quebrantos.
Os gigantes anões de colarinhos-brancos...
Serpentes sórdidas d’aberração aos trancos —
P’ra ‘sconder da multidão!
Os derrotados provam seus próprios venenos,
Tresloucando a desventura neste comenos...
A levar-me pr’amplidão.
Nas planícies de horrores, podam os belos Cantos,
Choros, Baladas, Jazz, Sinfonias!..... Em flancos —
Par’abafar o eco!
O eco soará no infinito horizonte...
Quando a juventude ver e beber na fonte
Do bardo “badameco”.
Por mais que tentem apagar minha música no ar...
Deus m’enviará mais Suítes — p’ra agonizar
Os ignóbeis — “surdos”!...
Que culpa tenho eu — desta calamidade —,
Dos meus irmãos quererem a incapacidade,
Por serem cabeçudos?!
Sim!... Não escrevo música para agradar ‘doutor’!...
Escrevo para agradar a Deus — qu’é meu pastor
E meu protetor. Amém!
“Música não se faz com teorias.” Que bom!...
Criam-se às regras, mas, nunca mudarão o som
Que vem do cosmo ao homem.
Sei que as minhas músicas não são muito fáceis!...
Elas surgem co’os cantos dos passarinhos — eis!...
Belos e românticos...
Abençoados por Deus — p’ra cantar e alegrar.
Quando ouço e ouso ‘screver, nem penso em regrar,
Como os acadêmicos!
Quando inspirado p’ra compor polifonia...
Encadeio maior contraste na harmonia —
Melodias imortais!
Se não estiverem entusiasmados p’ra tocar...
A orquestra esmagará os sorrateiros — n’olhar —
Regentes — não musicais!
Minha Música os deixa — mui inconformados...
Por não acharem as grunas, nem tampouco os fados,
Vibrando em minha mente!...
S’eu comprasse um “tal” diploma de doutorado...
Talvez..., por um instante — tornasse dourado!...
O som da nossa gente!
Ah!... Se tudo na vida — fosse assim tão fácil...!
Diplomar as paredes co’a irreverência ardil...,
E especar os líricos!...
Gozar de aparência em fuga precipitada...
Só restará u’a moldura — nela ‘stampada:
Falsos! Anti-históricos!...
Paulo Costa (Pacco)
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20:38 - 25/10/2009
- Pacco

MINH’ALMA SOB CHAMAS
Fincaram no meu aberto peito...
U’a mor ‘spada afiada, em meu leito —
Atravessava minh’alma.
Sofri na assombrosa desventura,
Co’um punhal cravado na cultura,
E uma voz dizia: “Calma!”
— “Tu estás na amplidão dos ares...
E revolta os desmancha-prazeres —
Nos sorvedoiros da morte.
Cantes as luminosas músicas
Aos reis aflitos; ofertes exéquias —
Presenteies réquiem em coortes!”
Nesses mausoléus, que a dor sufoca...
Quando o tempo escurece na broca —
Programando a liberdade...
Vejo em tod’os lados... A lousa
A cobrir-me de tredos — sem pausa —
Privando a felicidade.
Se ao menos pudesse reivindicar
Os meus concertos, e centuplicar
Os meus ávidos poemas...
Contemplaria na mor plenitude,
Todos os versos que, na virtude...,
Inspirei-me sob chamas.
Paulo Costa (Pacco)
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20:26 - 25/10/2009
- Pacco

SE A TERRA PARASSE AGORA...
Se a terra parasse agora...
Não saberia o que fazer;
Por quê extinguir a flora,
S’era melhor desenvolver?!
Replantar, tod’a floresta...
Qu’é a razão do nosso viver...
Cantar u’a linda seresta —
P’ra amar e te ver crescer!
Crescer co’os lindos palmares,
Onde os passarinhos cantam —
Para embelezar os pomares.
Das lindas flores — exalam
Doces perfumes nos ares...
Onde os nossos cantos voam!...
Paulo Costa (Pacco)
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20:23 - 25/10/2009
- Pacco

METRÓPOLE
Não fique marcando touca,
Para não cair de boca...
No meio daquela praça,
Onde o povo — todo passa.
Quando você olhar pro céu,
Vão afanar o seu chapéu;
E quando cair no solo...,
Vão levar sua tiracolo.
No canto da pirambeira...
Reze! P’ra não dar bobeira!...
Transluzem parte do clero...
Dançando nesse bolero.
Bandido, quase não peca...
Já limpou — tudo que seca;
Na esquina d’amargura...
Só acontece a desventura!
Já....., na calada da noite...
Geme um grito de açoite —
É mais um corpo ‘stendido,
Por não ser bem-sucedido.
Trovão de bala perdida,
Vai cruzando a’venida...
Desde cedo — noite e dia —
Vira tudo uma rebeldia.
É uma tremenda confusão...
Viver aqui nessa tensão;
Só vos resta ir pro morro...
Donde lá — tereis socorro!
Paulo Costa (Pacco)
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20:18 - 25/10/2009
- Pacco

OS MALTAS
As pedras em meu retrato...
São cortantes como quilhas;
As margens daquele ‘strato...
Vão se afundando nas ilhas.
Catervas ao fundo!... Quando
As fantasias — mais altas...,
Manteavam-me um comando...
Era preso pelos maltas.
Enterravam minha cultura...
Co’ uma estranha criatura...
Que fazia u’mor escarcéu!
Quantos rituais..... Sofria!...
Talvez..., para ver se eu cria,
No Senhor — que habita o Céu!
Paulo Costa (Pacco)
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20:17 - 25/10/2009
- Pacco

MINHA PENA
Minha pena ‘stava sob a luz de vela,
E o meu tinteiro sangrava na cela...
Desbotava tod’a cor.
Foi sangrando tão desoladamente,
Tão triste..... Ao ponto de novamente
Esconder tod’o dulçor.
Mas nem sempre será como sempre foi!...
Quando me lembro daquele olho-de-boi...
Nas frestas e o sol a brilhar...
Naquele tempo, em que outrora era infeliz,
Vendo a saudade, junto co’a flor-de-lis,
E a pétala desfolhar...
Sobre a escrivaninha... Foi onde vi
A dor cortando minh’alma e senti
Uma imensa solidão...
Vaguei por entre os vastos caminhos,
Desenhados de tortura e anjinhos —
Compostos d’um cidadão...
Meu tinteiro derramava lágrimas
Em tod’os versos de amor — na rima
E na prosa — com paixão!...
Mesmo tingindo o papel de preto,
Fui colorindo as palavras co’afeto —
Num’adornada canção.
Nas madrugadas, olhava pro céu
E imaginava estar no azul dossel —
Desenhando figuras,
Esculpindo, nas estrelas, o nome
Das notas musicais — em cânone —
Em tod’as tessituras.
Soava u’a encantada sinfonia
Aos meus ouvidos — quando fuga, ouvia
Naquela canção vocal...
Cantava para enxugar as mágoas,
Que o tempo conduziu-me nas águas,
P’ra esfera musical.
E agora....... Só me resta ajoelhar.....,
E agradecer aos Céus — por assoalhar
Os meus pequenos versos,
Que a pena borrou sob a luz do Sol —
Sob a luz do Luar... Na Clave de Sol —
Meus poemas — diversos!...
Paulo Costa (Pacco)
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20:16 - 25/10/2009
- Pacco

SÃO 03:00H DA MANHÃ!...
São 03:00h da manhã!...
Chove aqui — na capital;
Vai cobrir o meu quintal...
Justo agora — de manhã!
São 03:06h da manhã!...
Cai um forte temporal;
Vai molhar tod’o varal,
E o chão daquela cunhã!
São 03:10h da manhã!...
Cai um toró danado;
Será tudo alagado...
Vou rezar p’ra Inhançã!
São 06:00h da manhã!...
Parece um mor dilúvio...
Tietê, será um Danúbio;
(O que será o amanhã)?
São 10:00h da... glukº°° — glukº°°
Livra-nos dessa enchente;
Não sei nadar — oxente!...
Salvem-se — quem puder!... glukº°°
Paulo Costa (Pacco)
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20:15 - 25/10/2009
- Pacco

CATIVEIRO DA SUMIDADE
Cruzado estareis nos cruzeiros
Em vossa insânia crueldade,
Orbitado sobre os coqueiros,
No cativeiro da sumidade.
As marcas deixadas na areia
Do deserto, que o vento soprou
As ondas despojadas na praia...
Na deriva a corrente que coou.
Ficaram somente as lembranças
Daquela tempestade cálida,
Onde naufragastes co’a esperança
Errante na deidade pálida...
E quando fordes ao pó se cobrir...
Enterrai vossa promiscuidade
Na encosta, que irá exaurir
O augusto da alteridade.
Paulo Costa (Pacco)
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20:14 - 25/10/2009
- Pacco

OBRIGADO, PAI... OBRIGADO, SENHOR!...
Só o que posso dizer ainda, antes
Mesmo sabendo que..... A Música
É a mais bela de todas as Artes...
E, incontestavelmente — a acústica!
Como poderia negar o meu próprio
Sentimento, se o mistério da razão
Se entrelaça co’o meu desejo audaz, fadário,
Convocando-me a ficar na exaltação?...
Viver na mais pura emoção concebida —
Vinda do Universo — co’os apodiformes —
À glória, no exato momento em que a vida
Brotava-me ao mundo — um choro enorme!...
Mesmo não sendo compreendido...
E nem tampouco a minha música...
Minh’alma passeia entre os gemidos,
Pelos montes, nos mares e na metafísica...
Nos rochedos, cachoeiras e cascatas...
Na luz do luar e o Sol a brilhar
Entre as águas — no meio das matas...
E na luz do Teu olhar!...
Oh!... Deus meu, Pai... Onipotente!...
Cantarei as mais lindas canções
Para glorificar o Teu Nome — lá no monte;
E Tua Luz — refletindo em minhas afeições...
E resplandece em minh’alma, toda beleza;
E Te agradeço por sentir todo esse prazer...
Por sentir toda essa infinita grandeza...
Por sentir todo esse ardor — comprazer!
Não sou digno de estar nessa colina!...
Obrigado, Pai... Obrigado, Senhor!...
Por achares que sou merecedor
De possuir essa Arte tão bela e tão divina!
Paulo Costa (Pacco)
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20:13 - 25/10/2009
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