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- Pacco

CÉU E MAR
O Céu é u’a cidade — cheia de estrelas...
Rodeado de minúsculas belezas,
A clarear o azul do mar.
Navegamos entre as ondas borbulhantes,
Com as nuvens se inclinando flutuantes,
No nosso amor a perfumar.
Não quero mais migrar entre as belas plagas...
Quero correr nos campos, voar nas asas
Do teu abraço e lindo olhar.
Voar com’um pássaro sobre o oceano,
Onde os pirilampos esvoaçam lhano,
Nos véus cerúleos — arrulhar.
Paulo Costa (Pacco)
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21:13 - 25/10/2009
- Pacco

EX-COMBATENTES DE RUMORES...
Quando inspirado... Crio: Sete, nove mais...
Para centuplicar a harmonia em Jazz —
Adornando todo o som!
Se vierem com u’a simples melodia...
Serão enquadrados na cacofonia,
E se perderão no tom.
Na protofonia que envolve a harmonia,
Nos elevários — sofrerão a’gonia —
Por não terem o que ‘screver.
Pautas em branco, não soará um só som!...
Tombarão nas variações de semitom —
Os pompiers no antever!
A tormenta que envolve o ‘snobismo...
Deprimentes se lançam nos abismos —
Revela u’a mor tristeza!...
Avante!... Ex-combatentes de rumores...
Na batuta em que reúne os amores —
D’onde nasce a beleza!
Não me venham escrevendo com arrojo...
A divina decadência — é só um nojo!...
— Nos longos precipícios.
As cidades inundadas ao olvido...
Se perderam num escarcéu desconhecido...
E choram nos hospícios!
Paulo Costa (Pacco)
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21:11 - 25/10/2009
- Pacco

OS ASTROS
Os astros que subsistem
Nos rastros de mil estrelas,
A iluminar o azul do céu...
Mergulham bem na caligem,
Quando turvam as passarelas,
Conglobados no amor ao léu.
As chamas vão se apagando...
Nas cinzas — vão desabando!
Paulo Costa (Pacco)
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21:07 - 25/10/2009
- Pacco

MINHA SEGUNDA SINFONIA
Minha Sinfonia atordoou o condutor,
E despencou a enorme pompa de doutor,
Num sibilar atonal.
Naquela inseparável angústia que sofria...
Apunhalava os malditos “surdos” — na injúria,
Por tocarem só tonal.
Não culpe os insanos por não saberem tocar...
A fanfarra, sempre conglobada a açambarcar
Tua má regência em gestos.
Como podes justificar o espavorido
Aos desvairados e a si mesmo, aturdido,
Nos frouxos manifestos?
Sem conhecimento, sofrerás por não entender
As divisões e as cadências, por exceder
A desgrenhada ilusão.
Ilusão que o manto enrubesce o esquecimento...
E o glamour na hostilidade do emperramento —
Pertinente aberração.
Salieri, hipócrita....., rei dos medíocres!...
Tu és um desprezível, dos mais traidores
No ‘standarte do saber...
Vives no subalterno, enganando a multidão...
Fingindo ser eminente, atrás de u’a certidão,
Sem razão por obter!
Para vivermos u’a vida em conformidade...
Teremos que conviver co’a mor falsidade?
Co’a vil atrocidade?
As armadilhas dos mortais antepassados...
Encadearam as portas dos agigantados —
P’ra tal felicidade.
Minha segunda Sinfonia, veio co’o vento...
Trazendo na melodia, um imenso acento
Contrário e sincopado...
Soa como a voz d’um vulcão em erupção...
Nos dias em que o vulcão está em ebulição...
Com’um trom detonado.
Paulo Costa (Pacco)
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21:06 - 25/10/2009
- Pacco

BEIJA-FLOR
... Se poesia fosse só falar de amor...
Não saberia ‘screver cantos ao condor!
Se porventura, me tornasse um beija-flor...
Eu voaria contente co’a minha dor!
(Pacco)
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21:03 - 25/10/2009
- Pacco

A MADA
Não, senhoras e senhores...
Dos ermos não quero nada!...
Já senti tod’os louvores,
Quando Deus me deu a Mada.
Foi nu’a noite de u’amostra,
Que conheci meu grande amor...
Ao lindo som de um’orquestra,
E a tocar — este trovador.
U’a tão linda cavatina...
Quando ouvi’a ocarina...
Sentia-me um Rei Leão.
No bailado das arcadas,
Dos Cellos e das Violas...
Levavam-me p’ra amplidão.
Paulo Costa (Pacco)
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21:00 - 25/10/2009
- Pacco

UM SONETO A MARIA EUGÊNIA
Tu és como as flores que flutuam sobre o mar...
Indo ao encontro das estrelas em liberdade...
Revela a fragrância flutuante — ao navegar
Por entre as ondas do oceano em sumidade.
Oh! Bela flor... Tu és formosa com’a gardênia...
Tão linda... Que o bardo encanta-se ao versejar
— Na alma esplendorosa de Maria Eugênia...
Luminosa como a estrela — no céu a brilhar!
Noite em que a lua nasce sobre os raios de sol...
Resplandecem os campos na linha do horizonte...
No firmamento — enrubesce a cor do arrebol...
No crepúsculo — as mariposas bebem da fonte...
No sabor das lindas flores..... Onde o rouxinol,
E o beija-flor... Repousaram e beijaram a fronte.
Paulo Costa (Pacco)
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20:57 - 25/10/2009
- Pacco

UM SONETO A YURIKA C. DE SOUZA
Ser criança é viver na liberdade...
Num revérbero encantado de ardor;
Onde os grã-pequeninos, tal qual a flor,
A contemplar a mor felicidade!
Nos caminhos perfumados do ideal...
Revela um suave e encantado preito;
Na centelha deslumbrante em teu peito,
Sentindo um abraço na esfera musical.
Suavemente, alegra o brilho no olhar,
A festejar nos lampejos da emoção...,
E na ternura — na brisa a’gasalhar!
Ser criança é saber viver na amplidão
Da harmonia luminosa..., e atafulhar...
— A férvida alegria no coração.
Paulo Costa (Pacco)
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20:54 - 25/10/2009
- Pacco

UM SONETO A MARIA TERESA
Nos belos momentos de minha poesia...
Reflete o teu sorriso nas águas do rio;
No borbulhar da cachoeira em demasia...
Banham as cordilheiras em meu canto brio.
Quando respingam as gotas de orvalho fadário...
Banham os formosos campos, os rios e os mares...
Co’um lindo canto a encantar — teu Aniversário,
Enquanto as aves voam livres pelos ares.
Oh! Maria Teresa... Teu nome é de harmonia...
Nas montanhas, do lindo e acolhido Recanto...
Resplandecem os louvados sons na eufonia!...
Quem me dera adornar os ousados encantos,
Donde jorram meus sublimes ais — na euforia...
E nas infindáveis Fantasias aos meus cantos.
Paulo Costa (Pacco)
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20:54 - 25/10/2009
- Pacco

UM SONETO A TAINARA
De tanto encanto, aqui neste Recanto...
Vejo a Tainara a cantar, lá no canto.
Brincar e estudar neste lindo campo...
Resplandecente com’um pirilampo.
A luz da lua, é igualmente a Tainara...
No arrebol, nasce sempre muito clara,
Para iluminar — tod’os nossos lares...
Como as mariposas voam nos ares!
Nos jardins, onde brotam lindas flores...
D’onde exala — perfumada esperança...
Tu vais agradecer, quando lembrares
Da afeição, do aconchego e da aliança —
Que fizeram de tudo — p’ra cresceres
Na escola... Quando inda eras criança.
Paulo Costa (Pacco)
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20:42 - 25/10/2009
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