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- Pacco

- Música Renascentista (1450 – 1600)
O período da Renascença, se caracteriza na história da Europa Ocidental, sobre tudo pelo enorme interesse devotado ao saber e à cultura, particularmente a muitas idéias dos antigos gregos e romanos. Na Renascença, os compositores passaram a ter um interesse mais vivo pela música profana, inclusive em escrever peças para instrumentos. No entanto, os maiores tesouros musicais renascentistas foram compostos para a igreja, num estilo descrito como “polifonia coral” – música contrapontística para um ou mais coros, com diversos cantores encarregados de cada parte vocal.
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05:36 - 15/07/2008
- Pacco

- Música Barroca (1600 – 1750)
A palavra “barroco” é provavelmente de origem portuguesa, significando pérola ou jóia de formato irregular. De início, era usada para designar o estilo da arquitetura e da arte do século XVII, caracterizado pelo emprego excessivo de ornamentos. Mais tarde, o termo passou a ser empregado pelos músicos para indicar o período da história da música que vai do aparecimento da ópera e do oratório até a morte de J. S. Bach.
Foi durante o século XVII que o sistema de modos acabou por ruir de vez. Os compositores foram se acostumando a sustenizar e bemolizar as notas, daí resultando a perda de identidade dos modos, que, por fim, ficaram reduzidos a apenas dois: Jônio e o Eólio.
Daí se desenvolveu o sistema tonal maior-menor sobre o qual a harmonia iria basear-se nos dois séculos seguintes. O século XVII também assistiu à invenção de novas formas e configurações, inclusive a ópera, o oratório, a fuga, a suíte, a sonata e o concerto.
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05:35 - 15/07/2008
- Pacco

- Música Clássica (1750 – 1810)
A palavra “clássico” deriva do latim classicus, que significa um cidadão (e, posteriormente, um escritor) da mais alta classe. No que diz respeito à música, o termo “clássico” é empregado em dois sentidos diferentes. “Clássica” e “popular”. Para o musicólogo, entretanto, “clássico” com “C” maiúsculo tem sentido muito especial e preciso. Período bem curto, que inclui a música de Haydn e Mozart, bem como as composições de Beethoven. Bem antes da década de 1730, já havia sinais de mudança, de modo que, de fato, o estilo clássico começou a desabrochar nos últimos anos do período barroco. Conquanto Bach continuasse compondo ao estilo contrapontístico do barroco tardio, seus filhos – embora com grande respeito pela música do pai – já preferiam um estilo mais homofônico e leve.
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05:34 - 15/07/2008
- Pacco

- Romantismo do Século XIX (1810 – 1910)
A palavra Romantismo foi primeiramente empregada para descrever o despontar das novas idéias que passaram a prevalecer na pintura e na literatura, no final do século XVIII. Os compositores clássicos haviam objetivado atingir o equilíbrio entre a estrutura formal e a expressividade. Os românticos vieram desequilibrar a balança. Eles usam maior liberdade de forma e de concepção em sua música, e a expressão mais intensa e vigorosa de sua emoção, frequentemente revelando seus pensamentos e sentimentos mais profundos, inclusive suas dores.
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05:34 - 15/07/2008
- Pacco

- O Nacionalismo no Século XIX
Mais ou menos até a metade do século XIX, toda a música fora praticamente dominada pelas influências germânicas. Foi quando compositores de outros países, particularmente da Rússia, da Boêmia (futura província da Tchecoslováquia) e da Noruega, começaram a sentir necessidade de se libertar dessas influências e descobrir um estilo musical que lhes fosse próprio. Isso deu origem a uma forma de romantismo chamado “Nacionalismo”.
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05:33 - 15/07/2008
- Pacco

- Música do Século XX
A música do século XX constitui uma longa história de tentativas e experiências que levam a uma série de novas e fascinantes tendências, técnicas e, em certos casos, também a criação de novos sons, tudo contribuindo para que seja um dos períodos mais empolgantes da história da música. Dentre as tendências e técnicas mais importantes da música do século XX encontram-se: Impressionismo, Nacionalismo do século XX, Influências jazzísticas, Politonalidade, Atonalidade, Expressionismo, Pontilhismo, Serialismo, Neoclassicismo, Microtonalidade, Música concreta, Música eletrônica, Serialismo total e Música aleatória.
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05:33 - 15/07/2008
- Pacco

- "A entidade musical apresenta assim a notável singularidade de englobar dois aspectos, de existir sucessiva e distintamente em duas formas separadas uma da outra pelo hiato do silêncio. Essa natureza peculiar da música determina sua própria vida, bem como suas repercussões no mundo social, já que ela pressupõe dois tipos de músico: o criador e o executante. Observemos de passagem que a arte teatral, exigindo a composição de um texto e sua realização em termos orais e visuais, coloca um problema semelhante, senão absolutamente idêntico; pois há um distinção que não pode ser ignorada. O teatro apela para o nosso entendimento dirigindo-se simultaneamente à visão e à audição.
Portanto, o leitor de uma obra dramática pode imaginar mais facilmente o que seria sua apresentação efetiva do que o leitor de uma partitura ao imaginar como soaria a realização concreta dessa partitura. E é fácil entender por que há muito menos leitores de partituras orquestrais do que de livros sobre música.”
(Igor Stravinsky)
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05:32 - 15/07/2008
- Pacco

- “Fizeram de mim um revolucionário à minha própria revelia. Ora, explosões revolucionárias nunca são totalmente espontâneas. Há pessoas argutas que produzem revoluções com um intuito malicioso. É sempre necessário estar em guarda contra as interpretações que você não tinha.
Se basta romper um hábito para merecer o rótulo de revolucionário, então todo músico com algo a dizer e que, para poder dizê-lo, ultrapassa os limites das convenções estabelecidas seria conhecido como revolucionário. Por que sobrecarregar o dicionário de belas-artes com esse termo agonizante, quando há tantas outras palavras adequadas para falar de originalidade?
Na verdade, eu teria dificuldade em citar para vocês um único fato na história da arte que pudesse ser qualificado de revolucionário. A arte é, por essência, construtiva. Revolução implica ruptura de equilíbrio. Falar de Revolução é falar de um caos temporário. Ora, a arte é o contrário do caos. Ela nunca se rende ao caos sem ver imediatamente ameaçadas suas obras vivas, sua própria existência.
A qualidade de ser revolucionário é em geral atribuída a artista de nosso tempo com uma intenção laudatória, certamente porque vivemos um período em que a revolução goza de uma espécie de prestígio junto à elite de ontem. Vamos chegar a um acordo: sou o primeiro a reconhecer que a audácia é a força motriz das melhores e maiores atitudes; o que é mais uma razão para não empregá-la levianamente a serviço da desordem e de um desejo mesquinho de causar sensação a qualquer preço.
Eu aprovo a audácia; não estabeleço limites para ela.
Porém da mesma maneira, não há limites para os prejuízos causados por atitudes arbitrárias.”
Um complexo musical, por áspero que seja, é legítimo na medida em que é genuíno.
(Igor Stravinsky)
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05:28 - 15/07/2008
- Pacco

- “O destino de uma obra, naturalmente, depende em última análise do gosto do público, de suas variações de humor e de hábito; em suma, de suas preferências. Mas o destino de uma obra não depende do julgamento do público como se fosse uma sentença sem apelação.
Considerem de um lado o esforço consciente e a organização paciente que exige a composição de uma obra de arte, e por outro lado o julgamento – que é no mínimo apressado e necessariamente improvisado – que se segue à apresentação da obra. A desproporção entre os deveres daquele que compõe e os direitos dos que a julgam é clamorosa, já que a obra apresentada ao público, seja qual for o seu valor, é sempre fruto de estudo, raciocínio e cálculo, o que implica exatamente o contrário da improvisação.
Obviamente, a instrução e a educação do público não acompanharam o ritmo de evolução da técnica. O uso da dissonância, em ouvidos mal preparados para aceitá-la, não deixou de perturbar essa reação, causando um estado de debilidade em que o dissonante já não se distingue do consonante."
(Igor Stravinsky)
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05:23 - 15/07/2008
- Pacco

- Paulo e Madalena:
A iniciativa de compor frevo é sempre interessante, sobretudo quando ousamos inovar, apresentar elementos novos.
Acho que vocês têm uma grande disposição para a criação musical e por isso mesmo aproveitem a chance e pensem em oferecer para as suas existências um propósito imorredouro.
Maestro Normando Carneiro da Silva
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05:19 - 15/07/2008
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