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- Pacco

ANDORINHA
Revivendo um sonho bom,
Lembrando aquela amada
Que eu amei um dia...
Luzes, flores, alvorada...
Cant’a passarada
Toda em meu jardim;
Sonhos lindos de verão,
Tanta alegria no meu coração,
Solenemente tod’a natureza encena essa
Beleza p’ra mim.
Cai o orvalho delicado
Em pétalas, em flores a acariciar...
Brilho, luz do sol dourado a iluminar —
O céu azul — entre os amores...
Quando se traz lembranças da paixão...
Só p’ra você, amor, eu fiz esta canção!
Passando por momentos tão preciosos que senti e vivi...
Se torna tão presente a recordação de ti.
Cantando esta canção eu tenho a esperança
De ver-te novamente — o teu olhar só para mim.
E, para o meu encanto, tu surges então, tão linda...
Que és a mais bela flor do meu jardim...
Me enlaço em teus braços...
Me entrego aos teus abraços...
Te amarei p’ra sempre — jamais te esqueci.
(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)
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18:59 - 25/10/2009
- Pacco

SER POETA, SER ARTISTA
A poesia se faz a fio...
A fio da imaginação nas idéias do real nos ideais.
Como o silêncio traz o medo, o medo do choque,
O medo de pensar, agir...
No agir que corta, suja e some...
Batendo e rebatendo, o poeta clama o seu cantar.
Cant’a dor de suas palavras em versos e prosas;
Lágrimas que choram lágrimas
Ao derramar verdades por verdades...
“Verdades que ninguém vê”.
Nessa angústia insidiosa que o atormenta,
Mas, que ao mesmo tempo, o faz sonhar...
Sonhar a liberdade de expressar o seu cantar,
O seu sofrer...
Um desejo ardente de viver, viver e crescer...
Amar e sonhar!
Nesse estado de sofreguidão que lhe arrebata o coração...
Vai-se como o dia de ontem e chega a solidão...
A solidão do pó, e cala.
Paulo Costa (Pacco)
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18:56 - 25/10/2009
- Pacco

RELVA DA RAMA
Seiva da relva e da rama que circula dentro do coração.
Do cultivo da relva que gera toda essa rama de encantos e encontros...
Encontros e desencontros no olhar — no olhar sem ver.
O afogado se afoga arraigado à ilusão quando não há clarão;
Quando obscuro e regado de desconforto — é puro lamento!
— Uma fuga ao léu na selva da relva.
A germinante semente ilusória que expressa a falsa liberdade...
Desabrocha os abrolhos num só olhar.
Num olhar cravado, às vezes molhado...
Que nascem como flores do campo,
Que brotam da relva e da rama, da seiva e na lama...
De uma ramagem que brota, nutre e morre!...
— Ramificação que alucina a multidão.
Não lamento a visão serena de ir por aí no espaço a ti seguir...
É puro lamento,
Não saber se o horizonte é aqui ou ali — a nos suprir na relva da rama.
Paulo Costa (Pacco)
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18:55 - 25/10/2009
- Pacco

O SILÊNCIO
Quero escrever uma melodia...
A melodia do silêncio.
Pausas no ar!...
Quero ouvir o silêncio no infinito
Do meu Ser. Não importa saber
De onde vem... Para onde vai...
Se vem do sol... Ou se vem do mar...
Nas profundezas do meu viver,
Do meu sofrer...
Sofrer as asperezas pela paixão de viver.
Viver o real saber para não sofrer,
Para não chorar... Viver e viver...
No silêncio dessa incerteza,
Vazio e cheio de ocultos mistérios...
O silêncio é o provir da natureza
Que inebria toda a beleza.
Paulo Costa (Pacco)
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18:53 - 25/10/2009
- Pacco

O SOL
Vem ver o sol,
No nascer da força ardente,
Com frases reluzentes, vem me abraçar...
Tod’o desejo que quer.
Vem, vem ver o sol a liberdade que tem...
Vem trazer teu corpo com liberdade também...
Tudo que se deve fazer,
Não tem nada a ver
Com aqueles que não podem ser liberais.
Vem ver o sol,
No se pôr da mágoa ardente,
Com frases comoventes, vem desabafar...
Tod’o desejo que quer...
Vem ver o sol...
Paulo Costa (Pacco)
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18:52 - 25/10/2009
- Pacco

VIRA VIDA
Vem lá um novo tempo...
Não sei o que será — sei que ele me virá.
Mas há de ser num vento, a mais, a me levar...
Sei que ele me dirá...
Vira vida, vida, venha já!...
Sei do que me espera mas não sei do que já era,
Será conhecer o amanhecer de uma Nova Era.
Hora de brotar no campo santo a verde Era,
No jardim de toda essa minha longa espera...
Tudo que aflora tem na vida sua hora,
Hora de morrer e renascer em nova aurora,
Mesmo de cantar enquanto o peito ainda chora...
E esse tempo bem que pode ser agora... Agora!...
Vem lá um novo tempo...
(Paulo Costa e Carlos Ribeiro)
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18:51 - 25/10/2009
- Pacco

DONA BARATINHA
Narrador
Era uma vez uma Baratinha...
Que morava numa quartinha...
Sua vontade era tocar piano!...
Desde criança, sonhava em ser artista,
Mesmo que um dia, fosse uma flautista...
Iria tocar e se alegrar com uma flauta soprano.
Baratinha
— “O que devo fazer para aprender a tocar um instrumento?...
Se soubesse que tenho dom... Iria aliviar esse sofrimento...
Vou arregaçar as mangas e vou à luta!...
Nada me impedirá de ser artista; quero cantar e ser feliz!”
Narrador
Ao passar em frente a uma escola de música...
Dona Baratinha encantou-se com o som da mágica
Valsa, que soava pelos corredores, em sua direção;
E resolveu entrar, para espantar aquela tristeza,
Que a atormentava tanto, por ter tanta incerteza,
Se podia aprender a tocar para alegrar sua emoção.
Logo ao entrar na escola, foi depressa ao corredor!...
Embevecida pela música... deu de cara com o Diretor...
E perguntou-lhe se poderia ter umas aulas de piano.
Queria matricular-se, mas o Diretor foi tão arrogante!...
E disse-lhe:
Diretor
— “Calma, dona Baratinha, não fique fumegante...!
Não é bem assim! Música não é p’ra qualquer serrano!
A meu ver, tu não tens noções básicas de música,
E já queres tocar piano?... Nem entendes de acústica!...
E tem mais... Para fazer música, terás que ter talento!”
Narrador
Toda aquela alegria, transformou-se em desventura...!
E a Baratinha saiu desolada, com as mãos na cintura...
E pensou:
Baratinha
— “E agora?... Nem ao menos tenho instrumento!”
Narrador
Com lágrimas nos olhos, retornou para a sua quartinha —
Onde era seu refúgio!... Naquela mesma noite, a Baratinha
Sonhou que estava bailando, cantando e tocando piano!
Ao acordar, recordou todo aquele transtorno que a deixara
Entristecida... Mas, logo se animou e saiu da sua câmara...
E foi a uma loja mais próxima comprar uma barra de cano.
Ao chegar na loja, já pediu abatimento: E disse:
Baratinha
— “Quero fabricar meu instrumento!”
Narrador
O vendedor não sabia o que dizer;
E perguntou novamente:
Vendedor
— “A senhora quer fabricar o quê?... Vá-se embora,
Dona Baratinha, aqui não tens com o que fazer!”
Narrador
Por um momento, ela ficou pensativa;
E exclamou:
Baratinha
— “Tenho memória auditiva,
Não preciso que me digam o que tenho
Ou o que não tenho que fazer para poder
Resolver esse problema — sei escrever!...
Formei-me na Faculdade de Desenho!”
Vendedor
— “Mas a senhora está muito arrogante!...
Chamarei o meu neto que é ajudante,
E vai levá-la à seção das ferramentas —
Para ajudá-la no que for preciso.
Meu amado neto, chama-se Narciso!
Não vá fazer as coisas pelas ventas.”
Narciso
— “Senhora, estás disposta a continuar?...
Não gostaria que ficasse nada no ar!
Onde já se viu tamanha desventura?...
Onde já se viu fabricar um instrumento
Com barra de cano?... Faço abatimento...,
Só não me venha com outra loucura!”
Narrador
A Baratinha, decidida a fazer o piano...
Saiu da loja, contente, com a barra de cano;
Mas, não entendia nada sobre música...
O que será que a Baratinha tinha em mente,
Quando resolveu mostrar à toda essa gente,
O que era capaz de fazer com a metafísica?
Na volta para casa, encontrou dona Cigarra,
E lhe comunicou que iria fazer uma gambiarra...!
Curiosa p’ra saber o que a Baratinha ia fazer —,
Convidou-a para ir à sua casa, bem perto dali.
No meio do caminho, resolveram comer caqui;
Lambuzaram-se e degustaram-no com muito prazer.
Agora, já bem alimentadas, nesse acampamento,
Revelou o que imaginara:
Baratinha
— “Vou fazer um instrumento!”
Cigarra
— “Como é que é?... Estava distraída, pode repetir?...
Um instrumento? Oh!... Que maravilha... Amiga!
Você sabe que sou professora e gosto de cantiga...
A Música é a beleza da alma e faz-nos refletir.”
Narrador
Encantada com a idéia da Baratinha, a Cigarra
Prontifica-se a ensinar notas musicais — que barra!...
Mas, precisavam de espaço para montar uma banda.
Na euforia dessa imaginação, de que tudo daria certo...
Já pensaram em fazer turnês pelo mundo incerto...
E foram para a oficina, que ficava ao lado da varanda.
Martelada e martelada o dia todo, noite afora...
A vizinhança já não aguentava tanta percussão — ora,
Não era p’ra menos... Quem aguentaria, aquele baticum
Fora de tempo, noites a fio, no mesmo som arrítmico?
Depois de muito esforço, concluíram um legítimo
Instrumento — era uma campana cromática — bum, bum, bum...
Tóin, tóin, tóin... A afinação estava perfeita aos ouvidos da Cigarra...
Mas, estava faltando alguma coisa — as aulas de fanfarra.
Como poderia a Baratinha sair tocando na avenida...
Sem ao menos ter noção do que significava tocar?
Mas o seu desejo era maior que tudo e, queria setuplicar
As notas musicais que as deixava inebriada e acolhida.
Cigarra
— “Começaremos pela escala de Dó; essa não tem acidente!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... É muito fácil e ficarás contente!
Logo aprenderás a solfejar outras escalas musicais.
Tenho um coral já há vários anos, e precisamos de cantora
Para completar o naipe das vozes femininas... Embora,
Nosso coral seja pequeno, cantamos obras imortais!”
Baratinha
— “Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó...
Aprendi a escala, dona Cigarra; agora vou mudar a escala de Dó!”
Cigarra
— “A partitura é muito importante, e terás, também que tocar lendo;
É tão maravilhoso e mais fácil aprender a tocar por música...,
E não somente, aprender a tocar de ‘ouvido’ — assim é a metafísica!”
Baratinha
— “Ah! Quando já estiver tudo decorado — farei um show, tremendo!”
Narrador
Logo nas primeiras aulas, já ganhara destaque no coral...
Sua voz era contralto e destacava-se no madrigal!...
Na primeira apresentação, foi convidada p’ra ser solista.
A Baratinha solfejava feliz:
Baratinha
— “Dó, ré, mi, fá sol, lá, si..... Dó”.
Narrador
Muito animada, afinal, era a sua estréia, e era o seu xodó,
Sentir o palco — desde novinha... O seu sonho de ser artista!
Dona Baratinha se deu muito bem como artista...
Além de ser cantora... Também tinha pinta de jazzista.
Fez uma turnê, lá nos States, e foi muito aplaudida!...
Tudo foi como um sonho que se transformou em glória!
Não esqueça, minha amiga — essa é a moral da história!...
Nunca desista de seus sonhos, mesmo não reconhecida!
(Tutti)
— “Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó... Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó;
Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó.
(Paulo Costa e Madalena Romagnolo)
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01:23 - 18/10/2009
- Pacco

PERSEVERANDO
A águia é o gênio... Da tormenta o pássaro,
Que do monte arremete o altivo píncaro,
Qu’ergue um grito aos fulgores do arrebol,
Cuja garra jamais se peia em lodo,
E cujo olhar de fogo troca raios
– Contra os raios do sol.
Não tem ninho de palhas... tem um antro
– Rocha talhada ao martelar do raio,
– Brecha em serra, ante a qual o olhar tremeu...
No flanco da montanha – asilo trêmulo,
Que sacode o tufão entre os abismos
– O precipício e o céu.
Nem pobre verme, nem dourada abelha,
Nem azul borboleta... sua prole
Faminta, boquiaberta, espera ter...
Não! São aves da noite, são serpentes,
São lagartos imundos que ela arroja
Aos filhos p’ra viver.
Ninho de rei!... palácio tenebroso,
Que a avalanche a saltar cerca tombando!...
O gênio aí enseiva a geração...
E ao céu lhe erguendo os olhos flamejantes
Sob as asas de fogo aquenta as almas
Que um dia voarão.
Por que espantas-te, amigo, se tua fronte
Já de raios pejada, choca a nuvem?...
Se o réptil em seu ninho se debate?...
É teu folgar primeiro... é tua festa!...
Águias! P’ra vós cad’hora é uma tormenta,
Cada festa um combate!...
Radia!... É tempo!... E se a lufada erguer-se
Muda a noite feral em prisma fúlgido!
De teu alto pensar completa a lei!...
Irmão! – prende esta mão de irmão na minha!...
Toma a lira – Poeta! Águia! – esvoaça!
Sobe, sobe, astro rei!...
De tua aurora a bruma vai fundir-se
Águia! faz-te mirar do sol, do raio;
Arranca um nome no febril cantar.
Vem! A glória, que é o alvo de vis setas,
É bandeira arrogante, que o combate
Embeleza ao rasgar.
O meteoro real – de coma fúlgida –
Rola e se engrossa ao devorar dos mundos...
Gigante! Cresces todo dia assim!...
Tal teu gênio, arrastando em novos trilhos
No curso audaz constelações de idéias,
Marcha e recresce no marchar sem fim!...
(Castro Alves)
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09:30 - 24/06/2009
- Pacco

DUO'S – DUETOS
(...) Um dueto –
Matar a sede de amar...
(...) Um soneto –
A’ventura, vês no mar.
Duo’s amores –
Goza a felicidade...
Lindas flores –
Canção da liberdade.
Um carinho –
Quando disser – te quero!
Passarinho –
É quando te venero.
Entrelaçar –
Nossos corpos ardentes...
Esvoaçar –
Vendo estrelas cadentes.
Na Música –
Viajar entre as escalas...
Acústica –
Nas ondas paralelas.
U’a imensa luz –
No orvalho delicado...
Nos corpos nus –
Na fruta do pecado.
Nas pétalas –
U’a magia de amor...
E nas valas –
Escorrem nosso suor.
Na beleza –
Pelo encanto de viver...
Co’a certeza
De te amar e escrever!
Na fé em Deus –
Agradecer ao Senhor –
Que ‘stá nos Céus!...
E a natureza – co’Amor!
Paulo Costa (Pacco)
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17:44 - 30/05/2009
- Pacco

O MAQUINISTA
Em Julho de 2000, nasceu a obra “O Maquinista” – poema sinfônico.
No início das primeiras notas musicais, em relação à inspiração sobre este poema sinfônico... Achei que fosse simplesmente uma peça para um pequeno grupo. Quando ouvi pela primeira vez o que realmente tinha escrito para uma ‘Banda’ – veio-me então, uma outra idéia!... Teria que ser para um grupo bem mais complexo, ou seja, para uma formação diferentemente do convencional.
Tomei consciência que seria visto como um ‘revolucionário’, por tentar mudar a formação clássica, por tentar unir uma Banda e uma Orquestra Sinfônica num só grupo; não uma jazz sinfônica, e sim, uma formação pela qual, a própria música estava exigindo... ‘Um som sinfônico’. Uma Banda Sinfônica é formada com dobras em vários naipes, isso significa que tem mais volume, mais intensidade que uma Orquestra. A formação ficou da seguinte forma: uma Banda completa, um grupo de cordas, coro (coral) e percussão. O objetivo desta obra, é uma viagem de trem numa Maria Fumaça (viagem cheia de aventuras e dificuldades), uma odisseia no sentido da palavra.
Tenho consciência da dificuldade técnica de cada instrumento; um músico ‘razoável’ não terá capacidade para executar (interpretar) esta obra. Pelo conhecimento que tenho sobre a composição, seria viável colocar dois regentes (maestros); isso pelo fato de existirem polirritmias, nota contra nota (contraponto), frases sincopadas o tempo todo. Um condutor somente, terá que ser audacioso para executar a mesma. Já ouvi alguns comentários dizendo que escrevi um ‘quebra-cabeça musical’... Quem me dera ter esse poder suntuoso. ‘É evidente a dificuldade’ – mas, isso é apenas para quem não tem concepção (entendimento) no estilo jazzístico, ou do seu ‘real equilíbrio’. Um compositor que ultrapassa seus próprios limites, também ultrapassa os demais – “é assim que a lei se estabelece”.
O academicismo não terá grande utilidade no sentido de entendimento sobre a mesma. Escreve Stravinsky – “...O estudo do processo criativo é algo extremamente delicado. Na verdade, é impossível observar de fora os movimentos internos desse processo. É uma tentativa vã, assim como seguir suas sucessivas fases na obra de outra pessoa. É igualmente difícil observar o que você mesmo faz. (...) Não tenho uso para uma liberdade teórica – devo, de minha parte, impor minhas próprias regras. Tudo o que diminui a restrição, diminui a força. Quanto mais restrições nos impusermos, mais libertamos nossa personalidade dos grilhões que aprisionam o espírito. (...) Obviamente, a instrução e a educação do público, não acompanharam o ritmo de evolução da técnica. O uso da dissonância, em ouvidos mal preparados para aceitá-la, não deixou de perturbar essa reação, causando um estado de debilidade em que o dissonante já não se distingue do consonante.” (Igor Stravinsky)
A obra é dedicada ao meu mestre Nikolaus Schevtshenko. ‘O Maquinista’ é classificado como um poema sinfônico.
O número de componentes no coro (coral) terá no mínimo 120 vozes; isso por causa do elevado número de instrumentos.
Duração: 25 minutos.
Término da parte I – Fevereiro de 2002.
Término da parte II – Maio de 2008.
Boa viagem!
O MAQUINISTA
Paulo Costa e Madalena Romagnolo
Ao professor Nikolaus Schevtshenko.
Roteiro de viagem
Compasso – 1 ao 149 – (Abertura – trecho inspirado em Igor Stravinsky)
Compasso – 150 – Tema
Compasso – 196 – Breques (freios)
Compasso – 204 – Trens em movimento contrário (território espanhol)
Compasso – 264 – Canto dos Índios (território indígena)
Compasso – 282 – Cavalaria
Compasso – 296 – Soldados (toque do Clarim)
Compasso – 312 – Guerra (Índios x Soldados ianques)
Compasso – 398 – Geleira (território canadense - trecho inspirado em Maurice Ravel)
Compasso – 490 – Brasil (Rio de Janeiro - nós mesmos)
Compasso – 572 – Elefantes (território africano)
Compasso – 715 – Passando numa grande cidade (New York)
Compasso – 729 – Colisão (chocando-se com um caminhão - trecho inspirado em Igor Stravinsky e Claude Debussy)
Compasso – 758 – Trem desgovernado e sem freio
Compasso – 797 – No centro da cidade (corre-corre)
Compasso – 817 – Deserto (com ventania - tempestade - trecho inspirado em Igor Stravinsky)
Compasso – 897 – Subindo a ponte em direção ao Japão
Compasso – 912 – Terremoto (trem sobre a ponte)
Compasso – 964 – Chegando no Japão
Compasso – 1053 – Subindo outra ponte (saindo do Japão)
Compasso – 1091 – Terremoto (trem sobre a ponte)
Compasso – 1143 – Tema
Compasso – 1173 – Agente 007 (trem no desfiladeiro, em direção ao Inferno - trecho inspirado em Dante Alighieri)
Compasso – 1328 – Entrando no Inferno
Compasso – 1557 – Entrando no Purgatório
Compasso – 1645 – Parque de diversões.
Compasso – 1688 – Fim!
Observação – No Brasil, (comp. 490) incluir uma mini bateria de escola de samba.
No deserto, (comp. 817) reproduzir a “ventania” com teclado eletrônico.
Paulo Costa (Pacco)
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17:43 - 30/05/2009
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