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- Pacco

BELA FLOR...
P’ra fazer verso benfeito...
Eu vou ter que sincopar!...
Pode até sair malfeito...
Só não quero engazupar.
Tão grande é a nossa amizade,
Se revela um grande amor!...
Te amarei na imensidade...
Espantando a minha dor.
O espinho do velho cacto,
Onde nasce a Bela flor...
Estaremos em contacto,
Co’a beleza e o beija-flor.
M’encanto co’as tuas palavras,
Quando ouço o teu cantar...
Quando vens daquelas plagas —
Velejo no azul do mar.
A madeixa da Madona...,
É da cor do teu olhar!...
Mui formosa, és prima-dona —
No palco a abrilhantar.
Por tê-la, sempre ao meu lado...
Agradeço ao Nosso Senhor!...
Vendo o céu todo estrelado —
Na canção do meu amor!
Cante, oh!... Madalena, cante!...
Minh’alma suspira o som...
Vens comigo neste instante —
Co’o teu beijo com batom!...
Paulo Costa (Pacco)
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04:52 - 06/12/2009
- Pacco

O PÁSSARO E A FORMIGA
A Eliete Orsi
Se ignorarmos a previsão do tempo...
Quando os passarinhos cantam no aposento —
Revelando que vai mudar...
Migrando para outras plagas mais quentes...
Vão voando e anunciando as enchentes —
Para poderem ajudar.
Enquanto as formigas ‘stocam suas reservas,
Resguardam nas aberturas — suas larvas...
Para assim, sobreviverem.
Sábios são aqueles que ouvem o rouxinol,
Gorjeando nas ribanceiras — no arrebol...
Como anjos na folhagem.
*****
Sua amizade é como o som da cavatina...
Que ressoa nos caminhos da mor virtude;
Trazendo a brisa, a esperança na atitude
Bondosa — irmanando uma ópera divina!
*****
Parabéns pra você e, que esta data se repita por muitos anos.
Feliz Aniversário!
Paulo Costa (Pacco)
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04:45 - 06/12/2009
- Pacco

NATUREZA
Se a natureza inda chora d’horrores...
Com certeza é por causa dos rumores!...
Mas, quando exala o perfume das flores...
É porque inda existem os ardores!
Os mesquinhos insultos das multidões...
Faz chorar a terra co’as maldições!...
Por Deus ter separado os bons cantores...
Solfejam as mais belas árias de amores.
Paulo Costa (Pacco)
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04:41 - 06/12/2009
- Pacco

LONGA ESTRADA
Se o sol ilumina a alegre aurora...
Nos belos campos de margaridas;
No versejar d’uma linda senhora...
Na longa estrada será acolhida.
(Pacco)
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04:40 - 06/12/2009
- Pacco

UM SONETO À NUVEM BRANCA
Teu sorriso é como a maresia...
Soprada pelo vento das marés;
A valsar na alegria dos ares...
Entoando u’a bela melodia.
Teu sorriso é doce como a brisa...
Soa u’a harmonia delicada...
Tal qual as violas na Toccata,
Desta Nuvem Branca — poetisa.
Tua presença sopra a ventania...
Como os astros vão voando no céu;
Num sabor de rosa — em demasia...
Cessas a tristeza e trazes o mel!...
Mel de louvores em poesia...
Saudando este formoso mundaréu!...
Paulo Costa (Pacco)
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04:39 - 06/12/2009
- Pacco

O CARTÃO
Lá vem a lua tremendo...
Pulando que nem saci;
— Não é lua, reverendo...
É o Cartão do Suplicy!
Já deram início à eleição —
Lá no meio do salão!...
Com um danado d’um Cartão...
P’ra gozar da multidão!
Quando a vara da Esplanada,
Fisgou a pátria amada...
‘Stava toda envenenada...
Nu’a triste luta armada.
Mas, se o danado do Cartão,
Fosse mesmo a amplidão...
Não restaria um só ladrão —
P’ra viver de mensalão.
Paulo Costa (Pacco)
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04:36 - 06/12/2009
- Pacco

A PANTERA
S’eu tivesse u’a margarida,
P’ra enfeitar a linda rosa...
Ia viver na mor guarida,
Co’a pantera cor de rosa.
Co’a pantera cor de rosa...
Ia sanar a minha ferida;
Co’ sua boca tão formosa,
Provocando u’a só lambida.
Vou viver co’a preferida,
Em sua alcova ardorosa;
— Na hora da despedida...
Deixarei uma linda rosa!
S’eu adornasse a bela rosa...
P’ra alegrar minha ‘scolhida;
Ia ‘screver uma linda prosa...
P’ra acordar a adormecida.
Paulo Costa (Pacco)
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04:35 - 06/12/2009
- Pacco

LIBERDADE!
Quando chegar a hora da partida...
As dores vão passar despercebidas;
Enxugarão as mágoas nas ermidas...
Nos clarins da lânguida despedida.
... E, se o amor for mesmo u’a eternidade...
Viveremos na mor felicidade!...
Mas, se porventura, isso for verdade...
Com certeza — vai ser a liberdade!
Paulo Costa (Pacco)
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04:33 - 06/12/2009
- Pacco

DOR CRUEL!...
Não sei se sonho tanto... Dor cruel!...
Se tu promulgas um ordinário rei...,
Não vês que sou ledo pelo que sei?...
— Na formosura e amplidão do céu!...
Não sei morrer; pois morrer já não posso!...
— Nos prazeres daquela felonia...
Tem um escudo na negra agonia,
Destarte — revela um mor molosso!
Enquanto, eu aturdido — voo em vão...
Rumo às estrelas na imensidade... —
Caio nas cinzas do “funéreo chão”!...
— Nos porões da inveja e nulidade...
Que cortam os cantos na sofreguidão...
— Choram na sepultura — a deidade!
Paulo Costa (Pacco)
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04:31 - 06/12/2009
- Pacco

OH! BRAVA GENTE!...
Oh! Brava gente!... Que o funéreo vos espera,
Na assombrosa e fatigada mansão sob a terra...
Que o tempo há de chegar!
Tão formosos aparentareis, na lânguida lousa...
Quando molemente penetrareis em vossa cousa —
No veneno — a se afogar!...
Certos indolentes, ao vosso redor, dirão: “Falso!...
Excomungado!... Errante!... Vivereis no cadafalso
Por toda eternidade!...”
Ó injustos inimigos, que eram amigos do peito!...
Nos mausoléus, pagarão a dor por ter despeito —
Na cruel cavidade.
Oh! Deus meu, quanta injustiça perfilada de fato
Tumultuado, sob o argumento pálido e estupefato
Da celeuma maldita...
Oh! Brevidade no auspício encapuzado ao apelo...,
Defronte aos labirintos esculpidos pelo atropelo —
Quimeras trogloditas!
Olho ao redor; os infames clãs no poço — desvairados...
Olhando a sepultura do pernicioso algoz — resvalados
Na tremenda ironia!...
Levado pelos rebanhos — que outrora consagrastes —
Na mor irmandade patriarcal — enquanto prestastes...
Agora — é só agonia!!!...
Paulo Costa (Pacco)
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04:25 - 06/12/2009
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