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- Pacco

UMA OBRA INACABADA...
Uma obra inacabada... Certamente é um poema extemporâneo,
E já causa polêmica aos nobres acadêmicos contemporâneos.
Ora, não posso me limitar unicamente ao academicismo;
Isso porque as melodias que ouço em minha mente — é estoicismo!
Escrever essas trilhas sonoras, numa dada virtude — simplesmente
Estou sendo verdadeiro ao que já está consumado em minha mente!...
Sentir-me-ia um insensato se tentasse mudar ou acrescentar
"Qualquer nota"!... Com certeza, seria uma arbitrariedade no atentar.
A principal importância sobre o idealismo do nosso sentimento...
É que nos permitimos ir além dos nossos limites... Sem acomodação...
Além do nosso conhecimento consciente e inconsciente... Fomento,
Direto ou indireto sobre todas as coisas particulares da emoção...
Uma coexistência pela qual buscamos no âmago do argumento —
Nas idéias do real nos ideais... No prazer d’escrever uma canção!
Paulo Costa (Pacco)
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05:23 - 06/12/2009
- Pacco

KI NOJO!
O ser incapaz só é capaz de iludir a si mesmo.
Ilude-se por achar que..., fazendo parte de um
Rol de incompetentes e irresponsáveis, o demagogo
Acha-se perpetuado por imaginar que estará seguro.
O mais “fraco” junta-se ao mais “forte” para puxar-lhe o saco;
Saco que repuxa, puxa e puxa, mas não larga o osso, enquanto
Não tiver um “lugarzinho” no gabinete da imoralidade social...
Por ter um posto — ser um pau-mandado — sente-se realizado!
A ignorância de sua própria demência, mostra que esse
Indivíduo é o mais insensato dos seres que o rodeiam...
Ki nojo, ki nojo! Realizar-se pela sua incapacidade de ser.
Pura ilusão, por imaginar que nunca será traído por seus
“Fiéis amigos” do faz de conta... Comparsas do interesse,
Corja de burgueses — de “sepulcros caiados” e mal pintados.
Paulo Costa (Pacco)
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05:21 - 06/12/2009
- Pacco

SE ME DESSES...
Se me desses a inspiração...
Que venha do coração!
Se me desses a humildade para pedir perdão...
Se me desses o perdão pela Tua benevolência,
Minh’alma sairia dessa tenebrosa escuridão.
Se me desses o vinho para saciar a minha sede...
Se me desses o pão para sanar a minha fome...
Se me desses o calor, como fonte de amor...
Me aqueceria nessa chama e apagaria a minha dor.
Se me desses um violão para fazer uma canção...
Cantaria uma melodia para alegrar o coração.
Se me desses o dom para entrelaçar os sons...
Faria uma Sinfonia através dos tons.
Se me desses a semente para semear o campo...
Plantaria as mais belas e perfumadas flores,
Até virar um jardim de encanto.
Se me desses a esperança, a alegria de viver...
Viver para não chorar... Para não sofrer...
Viver para crescer, amar, cantar, sonhar e ser feliz!
Se me desses o conhecimento para poder crescer...
Cresceria unicamente pelo encanto de viver.
Se me desses o discernimento, a visão da consciência...
A inocência dos meus erros não seria uma impenitência.
Se me desses o Amor...
Ah!...... Se me desses...
Se me desses a palavra para glorificar o Teu Nome...
Levaria aos quatro cantos do mundo,
E subiria aos mais altos montes...
Se me desses o poder para que eu pudesse Te ver...
Te ver nas águas do mar, no leito dos rios...
No canto dos pássaros, nas árvores, nos montes,
Na Lua e nas estrelas do Céu infinito...
No sorriso de uma criança, num abraço apertado,
No Sol a brilhar — que é a Luz do Teu olhar!
Na dança da chuva, na canção da natureza...
Natureza de Tuas Mãos que regem toda essa beleza!
Se me desses todas essas cousas...
Seria o meu maior prazer!
Mas..... Se porventura, não me deres nada...
Assim mesmo, Te Amarei... E Te Amarei...
Te Amarei e Te Adorarei para todo o sempre!...
Paulo Costa (Pacco)
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05:20 - 06/12/2009
- Pacco

HOJE!...
Hoje!... Lendo suas páginas nesse lindo canto co’afabilidade...
Vejo que todos os seus desejos foram transformados em ardor...
De encantos e encontros, na beleza dessa imensa felicidade!...
Seu ardente sentimento leva-me para caminhos de esplendor...
Surgem poesias que vêm co’os raios de sol — cheios de ternura.
Sonho que sonhara outrora, naquele manifesto ledo — de beleza pura.
Minh’alma mergulha na resplandecência liberdade, e na altivez...
Parabéns, Lu Genovez, por abraçar seu coração mais uma vez!
Paulo Costa (Pacco)
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05:17 - 06/12/2009
- Pacco

MINHAS LÁGRIMAS
Onde estará a minha doce cura?...
Só sei por onde andou a desventura —
Coberta de desagrado!
Viajei pelo negrume do inserto...
Sob o sol escaldante do deserto —
Conturbado de malgrado.
Na centelha inebriante sobre o chão...
Minhas ilusões eram lamentos em vãos —
Nos áulicos artifícios.
No suspirar sombrio da solidão...
Murmurava na tormenta escuridão —
Co’um imenso sacrifício.
Ai!... Minhas lágrimas banhavam o meu rosto
Calado, por saciar a sede derramada a gosto —
Que do tempo brotou.
Outrora, minhas lágrimas formavam nascentes...
Na esperança de reencontrar as sementes —
Que o vento soprou.
— “Eu sei... Eu sei; eu sei... Eu sei!...”
Paulo Costa (Pacco)
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05:13 - 06/12/2009
- Pacco

NAVEGUEI A NADO
Naveguei pelo mar de ondas escuras...
Onde as plagas naufragadas pelo tufão,
Foram abocanhadas por um mor canzarrão —
Cheio de ódio em su’alma de amarguras.
Nadei contra o maremoto em desventura...
Que me levavam às torrentes d’um grande cão;
Co’a boca entreaberta a fisgar meu coração —
P’ra qu’eu não chegasse à eterna formosura.
No firmamento, pelo amor — Deus me salvou!...
O invejoso saiu de dentro d’um vulcão...
Com labaredas traiçoeiras — revelou
Que voltaria co’uma enorme aparição —
P’ra extirpar a natureza que Deus criou!...
Mesmo co’ minh’alma aflita — Deus é paixão!
* Co’ amor à humanidade — Deus fez a canção!
Paulo Costa (Pacco)
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05:03 - 06/12/2009
- Pacco

Ó MARIA DAS DORES...
Ó Maria das dores... O verbo é sagrado!
Nem mendigo sou para ter o vosso agrado,
Nessa cidade cortesã.
O tempo passou, e as rugosas se assemelham
Como as estrelas cadentes — que se resvalam
Num proscênio porão, nas cãs.
Murmurando fogo nos lábios nebulosos,
Co’as torrentes indo de encontro aos poderosos,
Na imensidade de ilusão...
A floresta vai se tornando inconformada,
Nos abrigos enrugados de luta armada,
Sem esperança no coração.
Consternada nas entranhas do monumento...
A lousa que medra nos sacrários momentos,
Dançam as pedras nos salões.
Ó Maria das dores... A rocha é escarpada!...
Onde mora a minha doce e gentil amada,
Onde ‘screvo as minhas canções.
A lira que toco em meu peito, desde outrora...
Já ecoava Sinfonia àquela senhora...
E, um dia, morro de amores!...
Minha espada é meu poema d’amor e glória...
Que dos Céus, veio u’a claridade na memória,
De cantos e muitas flores!...
Paulo Costa (Pacco)
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04:58 - 06/12/2009
- Pacco

BELA FLOR...
P’ra fazer verso benfeito...
Eu vou ter que sincopar!...
Pode até sair malfeito...
Só não quero engazupar.
Tão grande é a nossa amizade,
Se revela um grande amor!...
Te amarei na imensidade...
Espantando a minha dor.
O espinho do velho cacto,
Onde nasce a Bela flor...
Estaremos em contacto,
Co’a beleza e o beija-flor.
M’encanto co’as tuas palavras,
Quando ouço o teu cantar...
Quando vens daquelas plagas —
Velejo no azul do mar.
A madeixa da Madona...,
É da cor do teu olhar!...
Mui formosa, és prima-dona —
No palco a abrilhantar.
Por tê-la, sempre ao meu lado...
Agradeço ao Nosso Senhor!...
Vendo o céu todo estrelado —
Na canção do meu amor!
Cante, oh!... Madalena, cante!...
Minh’alma suspira o som...
Vens comigo neste instante —
Co’o teu beijo com batom!...
Paulo Costa (Pacco)
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04:52 - 06/12/2009
- Pacco

O PÁSSARO E A FORMIGA
A Eliete Orsi
Se ignorarmos a previsão do tempo...
Quando os passarinhos cantam no aposento —
Revelando que vai mudar...
Migrando para outras plagas mais quentes...
Vão voando e anunciando as enchentes —
Para poderem ajudar.
Enquanto as formigas ‘stocam suas reservas,
Resguardam nas aberturas — suas larvas...
Para assim, sobreviverem.
Sábios são aqueles que ouvem o rouxinol,
Gorjeando nas ribanceiras — no arrebol...
Como anjos na folhagem.
*****
Sua amizade é como o som da cavatina...
Que ressoa nos caminhos da mor virtude;
Trazendo a brisa, a esperança na atitude
Bondosa — irmanando uma ópera divina!
*****
Parabéns pra você e, que esta data se repita por muitos anos.
Feliz Aniversário!
Paulo Costa (Pacco)
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04:45 - 06/12/2009
- Pacco

NATUREZA
Se a natureza inda chora d’horrores...
Com certeza é por causa dos rumores!...
Mas, quando exala o perfume das flores...
É porque inda existem os ardores!
Os mesquinhos insultos das multidões...
Faz chorar a terra co’as maldições!...
Por Deus ter separado os bons cantores...
Solfejam as mais belas árias de amores.
Paulo Costa (Pacco)
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04:41 - 06/12/2009
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