UOL K

Sou contrabaixista, compositor e arranjador - Jazz fusion e Sinfônico.


Descrição:
* AMO O QUE FAÇO – MÚSICA!

* Para escrever uma grande obra, precisamos estar inspirados e ser criativos. (Pacco)

* Amei mil amores em mil amores, em minha existência.
A Música – maior de todos os amores. (Pacco)

“O músico que não improvisa, é um músico improvisado.”
(Hermeto Pascoal)

http://recantodasletras.uol.com.br/autores/pacco

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Todos os direitos reservados.  
Endereço (URL):
http://pacco-bass.uolk.com.br/
Altura:
1,70m a 1,75m  
Peso:
65kg a 70kg  
Orientação sexual:
heterossexual  
Estado:
SAO PAULO Buscar 
País:
BRASIL  Buscar 

Instituições de ensino

Nome:
Vou morrer estudando! Buscar 
Curso:
Composição e arranjo 
Ano:
A vida toda 
Cidade:
São Paulo 

Informações profissionais

Nome:
No Planeta Terra Buscar 
Cargo:
Professor 
Período/ano:
A vida toda 
Cidade/estado:
São Paulo 
Interessado em:
Conhecer pessoas Buscar
Contatos profissionais Buscar  
Música:
Música - As que têm melodia, harmonia e contraponto.  



Livro de recados de Pacco

Pacco
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FALSOS! ANTI-HISTÓRICOS!...

Minha música não é para este século!...
Sou estrangeiro atravessando obstáculo —
Por causa dos meus cantos!
Os acadêmicos não sentem os pormenores,
Como Salieri, a ficar nos arredores...
A enviar quebrantos.

Os gigantes anões de colarinhos-brancos...
Serpentes sórdidas d’aberração aos trancos —
P’ra ‘sconder da multidão!
Os derrotados provam seus próprios venenos,
Tresloucando a desventura neste comenos...
A levar-me pr’amplidão.

Nas planícies de horrores, podam os belos Cantos,
Choros, Baladas, Jazz, Sinfonias!..... Em flancos —
Par’abafar o eco!
O eco soará no infinito horizonte...
Quando a juventude ver e beber na fonte
Do bardo “badameco”.

Por mais que tentem apagar minha música no ar...
Deus m’enviará mais Suítes — p’ra agonizar
Os ignóbeis — “surdos”!...
Que culpa tenho eu — desta calamidade —,
Dos meus irmãos quererem a incapacidade,
Por serem cabeçudos?!

Sim!... Não escrevo música para agradar ‘doutor’!...
Escrevo para agradar a Deus — qu’é meu pastor
E meu protetor. Amém!
“Música não se faz com teorias.” Que bom!...
Criam-se às regras, mas, nunca mudarão o som
Que vem do cosmo ao homem.

Sei que as minhas músicas não são muito fáceis!...
Elas surgem co’os cantos dos passarinhos — eis!...
Belos e românticos...
Abençoados por Deus — p’ra cantar e alegrar.
Quando ouço e ouso ‘screver, nem penso em regrar,
Como os acadêmicos!

Quando inspirado p’ra compor polifonia...
Encadeio maior contraste na harmonia —
Melodias imortais!
Se não estiverem entusiasmados p’ra tocar...
A orquestra esmagará os sorrateiros — n’olhar —
Regentes — não musicais!

Minha Música os deixa — mui inconformados...
Por não acharem as grunas, nem tampouco os fados,
Vibrando em minha mente!...
S’eu comprasse um “tal” diploma de doutorado...
Talvez..., por um instante — tornasse dourado!...
O som da nossa gente!

Ah!... Se tudo na vida — fosse assim tão fácil...!
Diplomar as paredes co’a irreverência ardil...,
E especar os líricos!...
Gozar de aparência em fuga precipitada...
Só restará u’a moldura — nela ‘stampada:
Falsos! Anti-históricos!...

Paulo Costa (Pacco)
05:51 - 03/07/2009
Pacco
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OH! TRISTE E RIDENTE HUMANIDADE!...

Oh! Triste e ridente humanidade!...
Que falta de musicalidade...
Onde estará a inspiração?
Nos vultos, nos tintins, nas geleiras?...
Nos infindáveis confins de asneiras...
Onde tremula a imensidão?...

Assim, as cidades se inclinaram,
Entre as brumas mórbidas, que assombram
Os sacrários porões dos Céus.
Oh! Imagem que ulula na cruz
Do murmurante judeu errante...
A se afogar nos escarcéus!...

Triste é o langor das peripécias
Esquálidas, nas condolências
Lívidas das constelações...,
Nos largos báratros do estulto
Embaraço – enrubesce o vulto
Meteoro nas emoções.

Onde estará o som, a harmonia,
O fraseado da melodia –
Que eleva os nossos corações?...
Oh! Quanta angústia por não seduzir
O teu real sentimento, e aduzir
As volúpias navegações...

Ah! Como é bom – ver e sentir o som...
Tão brilhante, tão formoso – tão bom!...
Divindade nas emoções.
A harmonia da bela sonata...
Traz a lembrança da serenata...
Que toca nossos corações.

Se tu não entendes nem de melodia...
Por quê queres falar de polifonia?...
Se a inveja é teu galardão!
Aprendi a ‘screver as Fantasias,
Por debaixo de tais labaredas frias –
Onde o Senhor, deu-me a canção.

Não chores!... Por não saberes ‘screver
U’a Sinfonia!..... Ao absorver
Uma simples melodia...
É o regalo de tanta eufonia...
Onde transborda – a euforia –
De beleza e de magia!

Paulo Costa (Pacco)
05:50 - 03/07/2009

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Depoimentos sobre Pacco

Pacco
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SINFONIA DOS PASSARINHOS

Sinfonia dos passarinhos no arrebol...
Soam melodias que vêm co’os raios de sol –
Anunciando um novo dia.
A aurora, manifesta suaves e ledas andanças,
Em nossas vastas sensações nas lembranças,
Numa fascinante eufonia.

O Bem-te-vi, entoa notas em Lá bemol...
Os pássaros saem dos ninhos, atrás de girassol –
Compondo cantos em liberdade.
Gorjeiam frases polifônicas, sem aritmética...
Alimentam os filhotes numa forma tão poética –
E permanente notoriedade.

Aqui, no alto dessa colina, onde os Canarinhos
E as graciosas Andorinhas, vêm fazer seus ninhos –
Trazem no bico – ramos e flores...
Num ad libitum bailado, flutuante e envolvente;
Sintonia nos belos cantos da natureza atinente –
Ao romper da aurora – lindas cores!...

As faceiras Gaivotas, ao mar, com suas asas longas...
Mergulham num voo rasante por debaixo das ondas;
E voam sobre as marés mais altas...
Predominando entre outras aves, seu espaço aquático;
Mas aí, o Jaburu, afana o vosso alimento, mui simpático...
Levand’o pescado das Gaivotas.

O Rouxinol, com seu canto lírico, gorjeia linda melodia...
Uma sonoridade inebriante, na glória de sua cantoria...
As cadências jamais esquecidas;
Vibram com todo ardor, acalentando nossos corações,
Junto co’os acordes vindo do Sol, e traz-nos emoções
Vibrantes nas asas coloridas.

As Araras, com caudas reluzentes, belas e formosas...
Rubras, verdes, amarelo, azul anil, de cores extremosas,
Acalentando, tod’o alvorecer...
Fazendo gracejos p’ra sua amada, exibindo o seu cantar...
Onde o tempo esculpiu na linda floresta o seu trautear...
Profunda satisfação de viver.

O Pica-pau, picota na madeira – fazendo toda a marcação;
Regendo no toc-toc, os meros compassos com precisão...
Os passarinhos saem dos ninhos –
Nos primeiros raios de sol... E vestem a mata de toda cor...
Pintassilgo, Curió, Tuim, Tiziu, Uirapuru, Sabiá e Beija-flor...
Na Sinfonia dos passarinhos.

Paulo Costa (Pacco)
Pacco
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O SABER POR NÃO SABER

“Só sei que nada sei.” Já li essa frase!

Ah, se soubesse de alguma coisa...
Tudo não seria assim tão simples, mas se assim o é...!
É por uma boa razão, por não saber o que não se sabe.
Ou seria uma ilusão saber?
Ilusão por saber que..... Tudo sabem!
Ora, saberia que nada sei!

Se soubesse de alguma coisa...
Essa coisa seria ou teria algo a saber?
Se não sei de coisa alguma no saber que se sabe,
Que julgam saber o que nada sabem...
De certa forma, não saberemos onde e nem quando
Devemos buscar a sabedoria no saber de quem sabe.

“Quem sabe?...”.

Saber é um defeito por saber que sabe –
E que não deveria nunca saber.

“Nunca se sabe!”.

Por imaginar saber que sabes e,
Por que, ele não procura saber o que ainda não sabe...
Isso os levaria para o real saber que não sabem
Como é verdadeiramente aprender a saber o que não sabem.

“Não quero nem saber de quem sabe!”.

Por pensar que sabe...
É uma cenografia da cumplicidade por um sabor
Da mais amarga ilusão de imaginar e achar que sabe.
Simplesmente por não saber e pela simples razão de ser
E não conhecer o saber...
É sofrer por não saber viver!

“Vai saber...”.

Sofrer igualmente é saber que vivemos sem saber o real sofrer
Por não saber, por não querer sofrer sem saber por quê.
O sofrer por achar que o saber é simplesmente uma razão de viver...
Viver o sabor do saber, mesmo sabendo que o sofrer também é viver;
Saber por saber o que ainda não sabemos e, talvez nunca saberemos.
Aprender a sabedoria do saber – é saber realmente que nada se sabe!

Paulo Costa (Pacco)
Pacco
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PALAVRAS AO VENTO

Se as minhas palavras não ecoam
Entre as montanhas, quando solto a minha voz...
Nem quando solto o meu canto com dignidade,
Assim como os passarinhos cantam em liberdade...
(...) Só ouço o meu silêncio nesse manifesto atroz.

Se as minhas palavras não envolvem tais sentimentos,
Enquanto que nessa aurora, quando nasce o raio de sol...
Minhas palavras vão ao vento e não ecoam nesse arrebol.
Silencio-me e vejo um bailado daqui p’ra acolá do vento...
Mas..., minha voz não quer calar um só momento!

O sol do meio dia vem aquecer a minha extrema agonia.
Já cansado de esperar o inesperado eco que não ouvia...
Mesmo quando solto o meu gemido na desesperabilidade...
Minha canção quer encontrar minh’alma do outro lado
Da sombra, onde dorme o meu longínquo canto calado.

Se a minha voz não ressoa entre esses belos montes...
Assim como o sol vai se pondo, calado, no horizonte...
Silencioso, tal como as minhas palavras vão em vão...
Dia a dia, vejo no céu, nos mares e nos lindos arvoredos,
A sombra de minha voz surgir nas águas e rochedos.

Se as minhas palavras vão ao vento e não retornam
Dessas lindas montanhas... Minhas lágrimas formam
Cachoeiras que deságuam no mar, meu choro a chorar;
Nem mesmo um soluçar das águas a ecoar. Um algoz
Num vento cálido a soprar meu gemido e minha voz.

E quando a noite vem... Chegando bem de mansinho,
No meio dessa vasta floresta, sinto-me sozinho...
Sombreado no meio da mata, onde num deserto achei
A minha desesperança, e vou ensimesmando-me tristonho,
Nessa sombra ilusória onde tentei viver um só sonho.

Pouco a pouco, as estrelas vão surgindo no firmamento...
Tão lindo... Tão naturalmente vão clareando todo o céu;
A lua, doirada, cheia de ternura nesse entrelaçamento...
Vem resplandecendo sobre a aba do meu chapéu;
É quando, de repente – ouço a minha voz ao léu... Ao léu...

(((((AO LÉU))))), ((((AO LÉu)))), (((AO Léu))), ((AO léu)), (Ao léu)...

Paulo Costa (Pacco)

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